21/04/2026

21 de abril de 2026 15:15

“Contrato é um grande golpe”, diz Abilio sobre obra da CS Mobi

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) afirmou que o contrato firmado entra a empresa CS Mobi e a Prefeitura é um “grande golpe” nas pessoas que trabalhavam no Mercado Municipal da Miguel Sutil, que fica na Avenida Isaac Póvoas. 

 

Esse contrato é um grande golpe para a população que dedicou a vida naquele local

A obra foi lançada em 2023 e deveria estar pronta no final do ano passado.

 

A concessão de 30 anos foi firmada na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). A empresa é responsável pelo estacionamento rotativo e a construção do novo mercado.

 

No entanto, Abilio critica o contrato por considerá-lo irregular em diversos pontos. O prefeito chegou a afirmar que o documento “assusta todo mundo”.

 

“Esse contrato é um grande golpe para a população que dedicou a vida naquele local”, afirmou, em entrevista ao Conexão Poder.

 

“Seja para os comerciantes do Centro Histórico, que têm sido prejudicados pelo estacionamento rotativo e a baixa no consumo do local, seja para as pessoas que trabalhavam naquele Mercado Municipal, que era muito depreciado, mas ainda sim eles se dedicavam ali”, acrescentou.

 

Abilio foi questionado a respeito dos comerciantes que foram tirados no Mercado Municipal para realização da obra e que podem não conseguir retornar  por não conseguirem pagar o aluguel que será cobrado pela CS Mobi.

 

Segundo um representante dos permissionários, ouvido na primeira oitiva da CPI da CS Mobi, realizada na última quinta-feira na Câmara Municipal, a empresa paga atualmente um “auxílio-aluguel” de R$ 35 por metro quadrado — ou seja, bancas de 100 metros quadrados recebem R$ 3.500.

 

Rompimento do contrato

 

No entanto, após a inauguração do novo mercado, os permissionários poderão pagar até R$ 110 por metro quadrado, além de R$ 80 por metro quadrado para o condomínio, totalizando quase R$ 20 mil mensais, sem contar o fundo de final de ano. A empresa justificou o aumento alegando a valorização do local.

 

Segundo Abilio, a única maneira de alterar essa realidade é caso a Prefeitura consiga romper o contrato com a CS Mobi. O prefeito ainda alegou que Emanuel cometeu uma injustiça ao firmar o contrato nesses termos.

 

“Tem [como mudar] rompendo o contrato com a CS Mobi para poder retomar o espaço, aí o Município vai ter que arcar com a construção do imóvel”, disse.

 

“Hoje a CS Mobi constrói o imóvel e vai ter o direito de locar no valor que ela bem entender e isso é injusto com as pessoas que construíram sua história ali, mas foi a decisão do prefeito anterior e é o resultado que tem”.

 

Leia mais:

 

Maysa aponta “arbitrariedade” de Emanuel com permissionários

 

Abilio: “É imbróglio; por mim já teria tirado essa empresa daqui”

 

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