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24 de abril de 2026 04:44

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50 casas devem ser construídas para moradores afetados pelas obras do BRT

Cinquenta famílias que foram desapropriadas durante as obras do Bus Rapid Transit (BRT), na região metropolitana de Cuiabá, devem receber casas populares em Várzea Grande. Segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra), essas pessoas haviam sido retiradas de uma área onde será construído o Terminal do CPA do BRT, em Cuiabá, em 2023.

Como rotas alternativas estão a utilização da Avenida Couto Magalhães, a Rua Santos Dumont e a Rua Coronel Gonçalo de Figueiredo — Foto: Prefeitura de Várzea Grande

A escolha do local para a construção das casas deve ser indicada até sexta-feira (30) pela Prefeitura de Várzea Grande. O prazo foi estabelecido durante reunião na segunda-feira (26), entre a Defensoria Pública de Mato Grosso e a prefeita do município, Flávia Moretti.

As casas fazem parte de um acordo judicial firmado após o início das desapropriações para as obras do sistema de transporte.

Segundo a Defensoria Pública, a decisão que determina a construção das casas foi dada em 2023 pelo juiz da 4ª Vara Especializada de Fazenda Pública, Jorge Alexandre Ferreira. O acordo estabelecia um prazo de seis meses para a entrega das moradias e auxílio aluguel de R$ 600 mensais às famílias atingidas até a entrega das casas.

No entanto, o prazo venceu e as casas não foram construídas. Diante disso, um novo acordo foi firmado no ano passado, mantendo o pagamento do aluguel social por tempo indeterminado, enquanto não se concluísse a entrega das moradias.

Área pode ser no bairro Novo Mato Grosso

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Imagem do projeto que simula o BRT – Foto: Governo de MT/Reprodução

De acordo com a Prefeitura de Várzea Grande, a área inicialmente indicada para a construção das unidades fica no bairro Novo Mato Grosso. A Sinfra já elaborou projetos de infraestrutura, saneamento e asfaltamento para o local.

No entanto, impasses jurídicos relacionados ao perímetro urbano precisam ser resolvidos antes do início das obras.

“Vamos nos empenhar em solucionar os empecilhos e até sexta-feira vamos indicar a alternativa que seja mais rápida para as famílias”, afirmou Flávia Moretti.

Segundo a Defensoria Pública, as famílias procuraram o órgão em busca de uma solução definitiva e reclamaram que o valor atual do aluguel social não cobre as despesas com moradia.

VLT x BRT

O VLT foi projetado para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e foi marcado pela corrupção e entraves judiciais. A obra paralisada possui 22 quilômetros de extensão entre Cuiabá e Várzea Grande.

Em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas. Em 2018, o governo do estado rompeu o contrato com o consórcio VLT e, depois, decidiu substituir o modal pelo BRT. Já em dezembro do ano passado, o governo começou a retirar as estruturas que serviriam de suporte para o VLT em Várzea Grande.

As obras do projeto, que deveria ter ficado pronto oito anos atrás, já custaram mais de R$ 1 bilhão.

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