A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Imperium para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro supostamente liderado por Gilmar Reis da Silva, conhecido como “Vovozona”, de 43 anos. Ao todo, estão sendo cumpridas 61 ordens judiciais contra integrantes do grupo criminoso.
Segundo a polícia, a operação tem como objetivo atingir o patrimônio ilícito construído, adquirido e movimentado pelo núcleo da facção criminosa ao longo de cerca de dois anos. Gilmar é considerado um criminoso de alta periculosidade e apontado como uma das lideranças da facção na região sul de Mato Grosso.
O investigado está foragido desde 14 de julho de 2023, quando fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Na ocasião, ele e outro detento tiveram saída autorizada da penitenciária para, supostamente, realizar serviço extramuros, mas não retornaram à unidade prisional.
Ainda de acordo com as investigações, durante a fuga, os dois chegaram a parar em uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, onde encontraram duas mulheres. Uma delas teria pago a conta. Após o almoço, o líder da facção deixou o local em uma caminhonete Mitsubishi, acompanhado das mulheres.
Depois da fuga, a Polícia Civil apurou que o foragido, a esposa dele e pessoas sob sua influência direta passaram a utilizar documentos falsos para abrir contas bancárias e criar empresas de fachada. O objetivo, segundo a polícia, era movimentar dinheiro proveniente de atividades criminosas e adquirir bens móveis e imóveis, tanto para uso pessoal quanto para ostentação.
Além de Gilmar, a operação também tem como alvo outros investigados que teriam auxiliado no esquema de lavagem de dinheiro. Um deles mora atualmente em Minas Gerais e outro no Paraná.
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Empresas de fachada e bens de luxo
As investigações apontaram que empresas localizadas em Rondonópolis, principal área de atuação do faccionado, eram registradas com nomes falsos usados por ele e por pessoas ligadas à organização criminosa. Conforme a polícia, essas empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reinseriam os valores na economia por meio da compra de veículos, imóveis e da distribuição de lucros entre os membros do grupo.
Durante o levantamento patrimonial, a polícia também identificou integrantes da organização criminosa em outros estados do país, onde o líder da facção também mantinha atuação.
Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de quatro imóveis avaliados em mais de R$ 4 milhões e de 10 veículos de luxo. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias de 21 investigados, com valores que podem chegar a R$ 43 milhões.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento do esquema criminoso.
NORTÃO MT
