As imagens da fauna local foram registradas pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), esta semana, em fazenda experimental às margens da rodovia BR-163, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal. O projeto de monitoramento de vida selvagem conta com auxílio de câmeras “trap” (ou armadilhas fotográficas), equipadas com sensores de movimento e sob funcionamento contínuo para o acompanhamento da presença e do comportamento de animais na região.
Os responsáveis detalharam que, desde o dia 1º de janeiro, os equipamentos confirmaram a presença de espécies relativamente incomuns pela área, como o irara (Eira barbara), mutum-de-penacho (Crax fasciolata) e veado-catingueiro (Subulo gouazoubira), reforçando o papel do local como corredor ecológico entre áreas de vegetação nativa. Segundo a organização Jardim Zoológico de Brasília (DF), o irara é um carnívoro, ágil e excelente escalador, podendo ser observado tanto no solo quanto no alto das árvores. Indivíduos adultos podem atingir até 1,20 metro de comprimento (incluindo a cauda) e pesar cerca de 7 quilos.
Já o veado-cantingueiro possui hábitos solitários, sendo um herbívoro e adaptável a diversos biomas brasileiros (Cerrado e Caatinga), com chifres curtos e simples nos machos, e o nome derivado do cheiro forte de suas glândulas. Pesando entre 11 e 30 kg, podem medir até 65 cm de altura. Por fim, o mutum-de-penacho, considerado uma das maiores aves na região, também é um herbívoro com hábitos predominantemente terrestres e, apesar de conseguir voar, prefere caminhar pelo solo da mata coletando frutas caídas e outras fontes de alimento. Os exemplares podem chegar a 82 centímetros de comprimento e pesar cerca de 3 kg.
Segundo o engenheiro agrônomo Sandro Marcelo Caravina, que administra a fazenda experimental, a presença da ave de grande porte ainda é um indicativo de que o ambiente está preservado e conta com boa oferta de recursos naturais.
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