O glitter está pronto, a fantasia está no jeito e a animação lá no alto! Em 2026, a estimativa é que 65 milhões de pessoas se joguem nos blocos e sambódromos Brasil afora. É muita gente, muita alegria e… muitos beijos, como de costume.
Para não deixar que o “sapinho” ou a cárie estraguem seu desfile, a dentista Fernanda Oliani, preparou um guia de sobrevivência para o seu sorriso.
Confira como curtir a folia sem perder o brilho nos dentes:
Kit “Pochete da Saúde” 👛
Não cabe só o celular e o documento! Leve uma escova portátil, fio dental e um enxaguante sem álcool. Escovar os dentes três vezes ao dia é o mínimo, mas se o bloco não deixar, garanta aquela limpeza caprichada quando chegar em casa. Finalize com um bochecho de água e bicarbonato de sódio para equilibrar o pH da boca depois de tanta folia.
Hidrate-se (e não é só de glitter!) 💧
O álcool e o calor deixam a boca seca, o que é um banquete para o mau hálito e bactérias. Beba água constantemente. Além de evitar a ressaca, você ajuda a remover resíduos e manter a acidez bucal sob controle.
Cuidado com o “sapinho” e outros penetras 🐸
A troca de beijos e o compartilhamento de copos podem transmitir o famoso sapinho (Candidíase oral). Evite usar o batom da amiga ou beber na garrafa do colega. No Carnaval, o risco de fungos e vírus aumenta com a aglomeração.
Doces e Álcool: use com moderação 🍹
A gente sabe que o açúcar dá energia, mas ele é o melhor amigo da cárie. Tente equilibrar o consumo com frutas e vegetais que ajudam na limpeza natural dos dentes enquanto você mastiga.
Fique de olho nos sinais 🚩
Sentiu ardência, boca seca demais ou notou manchinhas brancas? Não ignore! Esses podem ser sinais de infecção. Se algo estranho aparecer, procure um dentista assim que o último bloco passar.
Higiene Pós-Bloco 🧼
Chegou exausto? Nada de ir direto para a cama! A escovação minuciosa após as festas é o que vai garantir que seu esmalte dental continue intacto para o próximo ano.
O plot twist
Muita gente acha que a cárie é um problema de “falta de escovação”, mas ela é, na verdade, uma doença infectocontagiosa. Ou seja, a pessoa pode até ter uma higiene impecável, mas se “pegar” as bactérias certas, o risco aumenta.
A cárie é causada principalmente pela bactéria streptococcus mutans. Quando acontece o beijo com alguém que tem uma alta concentração dessas bactérias, geralmente alguém com cáries ativas ou má higiene, ocorre uma transferência salivar. A boca acaba “colonizada” com os micro-organismos da outra pessoa.
