14/02/2026

14 de fevereiro de 2026 18:00

  • Home
  • Geral
  • Setor traça metas para erradicar peste suína clássica na zona não livre até 2028

Setor traça metas para erradicar peste suína clássica na zona não livre até 2028

Foto: Sistema Faep

A suinocultura brasileira avançou em mais uma etapa estratégica para ampliar seu reconhecimento sanitário global.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em conjunto com a Associação Brasileira de Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), participou nesta semana de uma agenda no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para alinhar os próximos passos do Plano Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O objetivo central é erradicar a enfermidade nos estados que ainda compõem a zona não livre até 2028.

Atualmente, o país possui uma divisão sanitária clara: a zona livre abrange 16 estados (da Bahia ao Rio Grande do Sul), concentrando as principais regiões exportadoras. Já parte das regiões Norte e Nordeste integra a zona não livre. Recentemente, focos pontuais foram registrados no Piauí e no Ceará, com intervenção imediata do serviço veterinário oficial para bloqueio e eliminação sanitária.

A PSC é uma doença viral que afeta exclusivamente os suínos, sem risco de transmissão para humanos ou ao consumo da carne. No entanto, por ser de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), sua presença impõe barreiras comerciais.

“É uma enfermidade de alto impacto econômico. Notificações geram questionamentos de importadores, especialmente em negociações para abertura de novos mercados e exportação de genética”, destaca Charlise Ludke, diretora técnica da ABCS.

Regionalização e auditorias no norte

A estratégia discutida com o Governo Federal prevê a regionalização como ferramenta para acelerar o status sanitário, modelo bem-sucedido já adotado no combate à febre aftosa. Estados como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, que não apresentam circulação viral, passarão por auditorias e análises laboratoriais ao longo de 2026 para comprovar a ausência da doença e pleitear o reconhecimento internacional.

Para as áreas com histórico recente de circulação do vírus, como municípios do Ceará e Piauí, o plano prevê o uso de vacinação emergencial. A meta é realizar a retirada gradual da vacina conforme a eliminação do vírus for comprovada, permitindo a expansão das áreas livres entre 2027 e 2028.

O papel do produtor

A colaboração do suinocultor é apontada como o elo decisivo para o sucesso do plano. Como a peste suína clássica não possui cura ou tratamento, a detecção precoce é a única forma de evitar prejuízos em larga escala. Os produtores devem ficar atentos a sintomas como febre alta, tremores, dificuldades de locomoção e problemas reprodutivos, como abortos e natimortos.

“O produtor é peça-chave neste processo. A notificação rápida ao serviço veterinário oficial é essencial para proteger toda a cadeia produtiva e manter a competitividade do Brasil”, reforça Charlise.

Com a erradicação definitiva, o setor espera consolidar ainda mais a posição brasileira como grande fornecedor mundial de proteína suína, eliminando riscos de sanções comerciais e fortalecendo a segurança sanitária nacional.

*Sob supervisão de Victor Faverin

O post Setor traça metas para erradicar peste suína clássica na zona não livre até 2028 apareceu primeiro em Canal Rural.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Neymar abre rotina de como cuida do joelho após lesões: ‘Por isso que sintético é difícil eu jogar’

Quase dois meses após realizar uma cirurgia no joelho esquerdo, Neymar está próximo de voltar…

Santos acerta empréstimo do lateral JP Chermont ao Coritiba

O Santos acertou o empréstimo do lateral-direito JP Chermont ao Coritiba. A ESPN apurou que…

City tem 80% de posse de bola, vence time da 4ª divisão e vai às oitavas da Copa da Inglaterra

Jogando em ritmo de treino, o Manchester City venceu o Salford City, da 4ª divisão,…