Flamengo e Lanús disputam nesta quinta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), na Argentina, o primeiro jogo da CONMEBOL Recopa, que terá transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.
Do outro lado do confronto, um dos principais nomes é o de Carlos Izquierdoz. O experiente zagueiro de 37 anos está em sua segunda passagem pelo clube argentino.
Além de jogar pelo Lanús e Boca Juniors, na Argentina, Izquierdoz também atuou pelo Sporting Gijón, da Espanha, por duas temporadas, e pelo Santos Laguna, do México, por três.
Com boa experiência internacional, o defensor argentino falou com a ESPN sobre a diferença nos valores dos elencos do Lanus, avaliado em 43.8 milhões de euros (R$ 271 milhões), e do Flamengo, avaliado em 223.7 milhões de euros (R$ 1.38 bilhão) – dados do ‘Transfermarkt‘.
“Muitas vezes, os jogadores são precificados de acordo com o clube onde jogam. O Brasileirão é uma das melhores ligas do mundo, é entendível que os jogadores que se destacam lá, joguem por Palmeiras, Flamengo ou Fluminense, sejam avaliados muito mais caros do que outros jogadores por aí, ou aqui mesmo no Lanús, ou como no Boca e River Plate“, disse Izquierdoz.
“Se você fizer um “cara a cara” de jogadores do Lanús com jogadores que jogam no Boca ou River, te asseguro que as pessoas vão ficar com muitos jogadores do Lanús. E quando vemos o valor de mercado, estão muito melhores avaliados os jogadores das outras equipes porque pertencem a essas instituições”, completou.
O defensor afirma que o valor de cada elenco “não vale nada”. Izquierdoz cita a final da CONMEBOL Sul-Americana de 2025, contra o Atlético-MG, como exemplo.
“Então, o valor de um jogador, ou o valor de referência de cada equipe, não vale de nada. Sim, são bem avaliados, valem muito, acabaram de pagar 40 milhões de euros no Paquetá, mas é pelo lugar onde ele jogava, por um monte de coisa que dão esse valor de mercado. Mas futebol são 11 jogadores de cada lado, cada peça tem que se conectar com quem está ao lado, que se combinem, deve haver uma ideia de jogo, atitude… um montão de fatores que não tem nada a ver com o valor”, analisou.
“Isso não nos assusta. Passou o mesmo com Atlético-MG, que valia três vezes mais do que nós. Agora é com o Flamengo. São números que chamam a atenção, mas para nós não representa nada. Entendemos que o Flamengo tem muitos jogadores de seleções, de muita hierarquia, os respeitamos, mas isso não significa que vão colocar quaisquer 11 em campo e vão ganhar o jogo, não será assim”, finalizou.
