O governador Mauro Mendes (União Brasil) subiu o tom após supostos casos de abuso de autoridade colocarem em xeque o Programa Tolerância Zero contra as facções criminosas em Mato Grosso. Segundo ele, as atrocidades cometidas por integrantes de facções deveriam ser mais questionadas do que eventuais falhas de alguns policiais.
“Qualquer cidadão, seja ele servidor público ou não, pode cometer alguns excessos. Entretanto, falar de abusos dessas autoridades policiais… claro que, se alguém cometeu algum abuso, ele será devidamente punido. Agora, o Tolerância Zero tem que existir. Quantos abusos esses faccionados cometem aí? Quantos crimes eles cometem todos os dias? Quantos roubos, assassinatos eles cometem todos os dias?”, argumentou.
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“Não dá para fazer esse discurso de hipocrisia, de que está preocupado com um bandido porque um policial foi lá erradamente e cometeu algum tipo de abuso, e nós ficarmos com discurso de que tem que parar com o Tolerância Zero”, emendou.
O programa passou a ser questionado após uma detenta de 24 anos denunciar ter sido estuprada dentro de uma delegacia da Polícia Civil em Sorriso (420 km de Cuiabá). Após a divulgação do caso, prints relacionados a um grupo de WhatsApp da mesma delegacia revelaram supostos abusos de autoridade em abordagens policiais.
Ambos os casos estão sendo investigados. Para o governador, as atrocidades cometidas pelas facções criminosas deveriam preocupar mais, uma vez que pessoas vêm sendo mortas dentro das próprias casas.
“Não vou ficar preocupado quando, de vez em quando, duas, três ou cinco vezes no ano, um policial exagera e comete algum erro. Mas lógico que eles serão punidos. Mas e os abusos dos bandidos? E as pessoas que estão sendo mortas? E as pessoas que estão sendo assaltadas dentro de casa? Isso não é um abuso? O governo tem ou não tem que agir com rigor contra essas pessoas?”, questionou.
“Em Mato Grosso não vamos parar com o Tolerância Zero. Vamos continuar agindo com rigor contra todos aqueles que cometerem crimes aqui no Estado. Essa é a determinação e é isso que as polícias Civil e Militar vão continuar cumprindo”, finalizou.
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