O Partido Liberal (PL) decidiu que quer garantir palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em todos os estados na eleição presidencial de 2026.
Bolsonaro tem rejeição e o Flávio vai trabalhar exatamente para diminuir essa rejeição
A estratégia, revelada pela Folha de S. Paulo, prevê que cada unidade da federação tenha ao menos um candidato ao governo ou ao Senado que faça campanha ativa ao pré-candidato da sigla ao Palácio do Planalto.
De acordo com o jornal, a diretriz é clara: mesmo nos estados onde o PL não tiver cabeça de chapa, deve haver ao menos um nome majoritário que sustente o número 22 nas urnas.
Para estrategistas da sigla, é fundamental estar presente na disputa majoritária para reforçar a candidatura presidencial, ainda que a composição envolva nomes de outros partidos com potencial de transferência mútua de votos.
Em Mato Grosso, a articulação já está em curso. A reportagem destacou que, diferente de 2022, quando o PL apoiou o governador Mauro Mendes (União) na reeleição, desta vez a legenda já tem um representante próprio, tendo o senador Wellington Fagundes como nome para a disputa ao Governo do Estado.
Apesar da resistência inicial ao projeto de Wellington, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado indicou que poderia apoiar a pré-candidatura do vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador tem garantido que seu nome já está consolidado na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Visita planejada
Ao MidiaNews, Wellington afirmou no início de fevereiro que Flávio deve visitar Mato Grosso em março, dentro da estratégia nacional de fortalecimento das pré-candidaturas do partido. A agenda no Estado também serviria para impulsionar a própria corrida presidencial no Estado.
Também em março o senador tem uma visita marcada com Bolsonaro, que está preso em Brasília. Apesar de alegar que será uma visita humanitária, o senador admitiu que assuntos políticos também devem ser colados em pauta durante o encontro.
Ainda na pré-campanha, Wellington já tem defendido publicamente o nome de Flávio ao Planalto.
Ele ainda demonstrou expectativa de que Flávio repita, em Mato Grosso, o desempenho obtido por Jair Bolsonaro na última eleição presidencial, quando o Estado foi o segundo do país em votação proporcional ao então candidato.
Segundo Wellington, o senador reúne atributos que podem ampliar o diálogo dentro da direita e reduzir resistências associadas ao ex-presidente.
“Como ele mesmo disse, o Bolsonaro tem rejeição, e o Flávio vai trabalhar exatamente para diminuir essa rejeição. O Bolsonaro é a maior liderança popular do Brasil hoje? É. Mas também construiu essa polarização com o outro lado”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
Além do nome para o Governo, o PL em Mato Grosso já definiu que o primeiro nome na disputa ao Senado será o do deputado federal José Medeiros.
A montagem do palanque majoritário no Estado segue a orientação nacional da sigla de assegurar presença competitiva nas disputas estaduais como forma de impulsionar a candidatura presidencial.
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