A transferência de André para o Milan ainda não foi concretizada na totalidade pelo Corinthians, mas o negócio pode vir a ser efetivado mesmo assim, independentemente da assinatura do presidente Osmar Stabile.
A ESPN apurou que os italianos estão protegidos, sobretudo, com a troca de minutas do contrato, sendo que boa parte dos documentos já está firmada pelo departamento jurídico do Timão. Há também vários e-mails comprovatórios enviados do lado alvinegro.
Neste caso, existe um termo jurídico para o contexto defendido: proposta vinculante (binding offer). É um documento jurídico e formal que estabelece um compromisso entre as partes, obrigando ao cumprimento dos termos, valores e condições.
Caso Stabile se recuse a assinar a transação nos próximos dias, o Milan, com quem o jovem volante tem um acordo fechado por cinco temporadas (até 2031), estuda a possibilidade de acionar a Fifa para que a situação seja resolvida.
Na última sexta-feira, depois de uma negociação de aproximadamente duas semanas, os rossoneris alinharam todos os detalhes da compra, cujo valor global que pode atingir até 17 milhões de euros (R$ 103 milhões, na cotação atual).
A venda está encaminhada (em três parcelas) da seguinte forma: 15 milhões de euros (R$ 91 milhões) fixos e mais 2 milhões de euros (R$ 12 milhões) variáveis por 70% dos direitos econômicos do jogador – a parte em questão pertence exclusivamente ao Timão.
Os restantes 30% dos direitos são do próprio jogador, que, por sua vez, aceitou abrir mão do montante, tudo isso para acelerar o processo e viajar em breve à Itália para realizar exames médicos – a mudança em definitivo, entretanto, seria somente depois da Copa do Mundo.
No acordo com o clube de Milão, que sempre esteve sozinho na disputa pelo volante, o Corinthians ainda assegurou 20% de mais-valia numa futura venda.
Aos 19 anos, André é hoje dos principais destaques do Corinthians. Ganhou notoriedade na reta final da temporada passada e, desde então, assumiu a titularidade absoluta com Dorival Junior.
