Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), o presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), Reinaldo Carneiro Bastos, defendeu a atuação da árbitra Daiane Muniz na vitória por 2 a 1 do Palmeiras sobre o São Paulo, no último domingo (1º), pela semifinal do Campeonato Paulista.
O dirigente ressaltou que as últimas edições do Choque-Rei estiveram todas envolvidas em polêmicas com os juízes e brincou que será necessário “rezar um pouco” antes de cada clássico para que as controvérsias não aconteçam.
Questionado sobre o momento mais marcante da noite, o do suposto pênalti não marcado de Gustavo Gómez por bola na mão, Carneiro Bastos descreveu o lance como “interpretativo” e salientou que Daiane acertou ao seguir sua decisão de campo, sem utilizar o VAR para checagem.
“Tenho minha opinião sobre a arbitragem de ontem. Primeiro, precisamos ressaltar como estão sendo polêmicos, nos últimos anos, os confrontos entre Palmeiras e São Paulo. Tivemos em Copa do Brasil, Paulista, Brasileiro. Precisamos rezar um pouco mais antes de Palmeiras x São Paulo para que eles passem, independente da competição, mais ilesos de polêmicas”, afirmou.
“Ao longo dos anos, da minha vida no futebol, escuto muito sobre todos assuntos. A arbitragem é um que cuido com mais carinho. Para mim, quando tem pessoas que acham que a arbitragem acertou e tem pessoas que acham que arbitragem errou, eu parto do princípio e afirmo a vocês que a arbitragem acertou”, apontou.
“Não caminho junto com aqueles quando a imagem é clara. A imagem é clara sobre o lance. Aí eu sigo a imagem. Quando o VAR participa ou não em lance interpretativo, e tem pessoas que sim e que não, eu apoio a decisão da arbitragem no campo”, complementou.
A diretoria do São Paulo, porém, discordou frontalmente da análise.
Em entrevista coletiva no último domingo (1º), o executivo de futebol do Tricolor, Rui Costa, disse que a juíza deveria ter revisto o lance no vídeo e marcado a penalidade.
“O futebol evoluiu, a dinâmica de jogo evoluiu, e não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela pelo menos tivesse o privilégio de verificar cinco vezes, dez vezes, setenta vezes. Nas setenta vezes seria pênalti”, bradou.
