04/03/2026

4 de março de 2026 03:52

Césio-137: relembre o caso do maior acidente radioativo do Brasil em 1987

O lançamento do trailer da série “Emergência Radioativa”, nova produção da Netflix inspirada no acidente com o Césio-137, voltou a chamar atenção para um dos episódios mais graves da história brasileira.

O desastre ocorreu em 1987, na cidade de Goiânia, e é considerado o maior acidente radiológico já registrado fora de uma usina nuclear.

Césio-137

Como aconteceu o acidente?

O episódio teve início em setembro de 1987, quando dois catadores de materiais recicláveis, Roberto dos Santos e Wagner Mota, encontraram um aparelho de radioterapia abandonado nas ruínas de uma antiga clínica em Goiânia.

Dentro do equipamento havia uma cápsula contendo o material radioativo Césio‑137. Sem saber do perigo, os homens levaram a peça para um ferro-velho.

Ao abrir o dispositivo, encontraram um pó azul brilhante que chamou atenção pela aparência luminosa. O material acabou sendo manuseado e distribuído entre familiares, amigos e vizinhos, o que ampliou rapidamente a contaminação.

Como ocorreu a contaminação e quais foram as consequências?

Nos dias seguintes, diversas pessoas começaram a apresentar sintomas como náuseas, vômitos, queimaduras na pele e fraqueza intensa.

Inicialmente, os sinais foram confundidos com doenças comuns, o que atrasou a identificação da radiação. Porém, quando as autoridades perceberam a gravidade da situação, equipes especializadas iniciaram uma operação de emergência para conter a contaminação.

Casas foram isoladas, objetos pessoais precisaram ser destruídos e áreas inteiras da cidade passaram por processos de descontaminação.

Ao todo, mais de 100 mil pessoas foram avaliadas por possível exposição à radiação. Quatro morreram em decorrência direta da contaminação e centenas sofreram diferentes níveis de exposição ao material radioativo.

Impacto social e memória

Três décadas após o desastre, os moradores de Goiânia ainda lidam com as consequências. Durante anos, enfrentaram estigmas, medo e desinformação.

Cerca de 1.141 sobreviventes continuam enfrentando efeitos físicos e psicológicos do incidente, sendo acompanhados pelo Centro de Assistência aos Radioacidentados (Cara), vinculado à Secretaria de Saúde de Goiás.

O caso se tornou referência internacional em estudos sobre acidentes radiológicos e falhas na gestão de materiais nucleares. A tragédia também levou a mudanças nas normas de controle e descarte de equipamentos que utilizam substâncias radioativas.

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