Foto: (Paulo Pinto/Agência Brasil)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (3) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025. O resultado representa a taxa mais baixa registrada nos últimos cinco anos, considerando o período de recuperação após o impacto da pandemia de Covid-19.
O desempenho confirma uma desaceleração da atividade econômica. Depois da forte retração superior a 3% em 2020, provocada pelas restrições sanitárias, o país registrou reação consistente nos anos seguintes. Em 2021, impulsionada pela base de comparação deprimida, a economia avançou 4,8%. Na sequência, o crescimento foi de 3% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. Já em 2025, houve perda de fôlego.
Sob a ótica da produção, o principal motor da economia no ano foi a agropecuária, que apresentou expansão de 11,7%. O setor foi beneficiado por aumento na produção e ganhos de produtividade ao longo do ciclo agrícola. A indústria teve avanço mais discreto, de 1,4%, enquanto os serviços cresceram 1,8%, refletindo um cenário de consumo e atividade mais moderados.
Pelo lado da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo — indicador que mede os investimentos — registrou alta de 2,9%. O resultado foi sustentado pelo aumento das importações de máquinas e equipamentos, pela ampliação dos aportes em desenvolvimento de softwares e pelo desempenho da construção civil. Esses fatores compensaram a queda na produção interna de bens de capital e ajudaram a manter o nível de investimento no país.
Com o resultado de 2025, o PIB mantém trajetória positiva, porém em ritmo mais contido em comparação aos anos anteriores da recuperação pós-pandemia.
