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4 de março de 2026 19:19

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Mato Grosso é o segundo estado que mais gerou empregos no Brasil, com 18,7 mil novas vagas

Mato Grosso registrou a criação de 18.731 empregos formais entre dezembro e janeiro, consolidando-se como o segundo estado que mais abriu postos de trabalho no país no período, impulsionado principalmente pela força da safra de soja. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No cenário nacional, o Brasil criou 112.334 vagas com carteira assinada no mesmo intervalo. Com o resultado, o país alcançou 48,6 milhões de trabalhadores formais em janeiro, o que representa crescimento de 2,6% nos últimos 12 meses.

Mato Grosso ficou atrás apenas de Santa Catarina, que liderou o ranking com 19 mil novos empregos, principalmente na indústria. O estado mato-grossense superou o Rio Grande do Sul, que registrou 18.421 vagas, impulsionadas pelo cultivo de maçã e uva.

Setores em destaque

No país, a indústria foi o setor que mais gerou empregos de dezembro para janeiro, com saldo positivo de 54.991 vagas, puxado sobretudo por atividades de manutenção, reparo e instalação de equipamentos. A construção civil também apresentou forte desempenho, com o mesmo número de novos postos.

Serviços e agropecuária registraram saldo positivo, enquanto o comércio apresentou resultado negativo, com fechamento de 56.800 vagas, movimento atribuído pelo governo à sazonalidade das contratações de fim de ano.

Em Mato Grosso, o desempenho foi diretamente influenciado pelo avanço da colheita da soja, que eleva a demanda por mão de obra temporária e contratos atípicos no campo.

Jovens lideram contratações

Dos 112.334 empregos formais criados no país, 111.805 foram ocupados por jovens de até 24 anos. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o dado contraria a ideia de que os jovens estariam rejeitando empregos com carteira assinada.

Por outro lado, especialistas apontam que essa mesma faixa etária também lidera os pedidos de demissão voluntária. Levantamento da consultoria 4intelligence indica que mais de 40% dos desligamentos entre jovens de até 24 anos ocorreram a pedido do próprio trabalhador, muitas vezes em busca de melhores condições ou maior flexibilidade.

Perfil das vagas

A maior parte das contratações foi de homens (94.536), reflexo do perfil dos setores que mais contrataram, como construção civil e agropecuária.

Na análise por raça, os pardos lideraram as admissões (66.571), seguidos por brancos (33.567), pretos (13.266) e indígenas (4.163). Estrangeiros somaram 11.634 contratações.

O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, alta de 3,3% em relação a dezembro e de 1,77% na comparação com janeiro do ano passado.

Do total de vagas abertas no país, 58% são consideradas típicas com jornada tradicional prevista na CLT enquanto 42% são classificadas como atípicas, modelo comum em atividades sazonais como o cultivo de soja, onde a jornada costuma ser inferior a 30 horas semanais.

Com o avanço da safra e o ritmo aquecido do agronegócio, Mato Grosso reforça sua posição de destaque na geração de empregos formais no início de 2026.

NORTÃO MT

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