06/03/2026

6 de março de 2026 02:23

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Bap diz que Flamengo ‘tinha ano em risco’ com Filipe Luís e rebate críticas por demissão pós-coletiva: ‘Vergonha é roubar’

Em meio ao ambiente de crise após os vices na Supercopa do Brasil e CONMEBOL Recopa e a demissão de Filipe Luís, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, fez um pronunciamento para os conselheiros nesta quinta-feira (5). Na fala, disse que via ‘o ano em risco’ se não mandasse o técnico embora.

O evento marcado para a aprovar o patrocínio com a Ademicon, que vai render R$ 42 milhões em três anos, contou com a fala do mandatário como forma de explicar aos conselheiros todo o ambiente de crise que o clube vive às vésperas da final do Carioca.

Segundo o mandatário, a decisão de demitir Filipe Luís foi de cunho esportiva e com base no processo de análise que a diretoria faz duas vezes por semana do trabalho. E chegou-se a constatação de que a temporada estaria ameaçada se não tomasse a decisão. O ESPN.com.br teve acesso ao discurso.

“Falo desde o primeiro dia no clube, meu compromisso é 100% com o Flamengo do presente e do futuro. Profissionalismo não significa ausência de decisões difíceis. No Flamengo, hoje as decisões são a última etapa do processo, tenho processo para tudo. As decisões não são individuais nem intempestivas”.

“Tenho estrutura voltada para o futebol, sob uma liderança claramente definida, baseada em fatos, horas de trabalho, reuniões, discussões, análises, comparações das decisões com resultado. E o projeto que é preciso para entregar o melhor resultado. Isso é profissionalismo. As tomadas das decisões vêm das ações do dia a dia de cada um de nós, as decisões são tomadas sempre com o propósito do futuro vencedor. No fim das contas é isso que a gente olha”, disse Bap.

A respeito da maneira que o Flamengo demitiu Filipe Luís, logo após a coletiva da vitória por 8 a 0 sobre o Madureira, o presidente disparou contra as críticas de que teria sido algo vergonhoso.

“Falaram em vergonha. Vergonha para mim é roubar, mentir, enganar, julgar sem conhecimento dos fatos. Os ataques que recebi não vão me fazer comentar fatos que expõem profissionais. Mesmo sendo evidente, as mudanças não apagam o que o Filipe Luís fez no clube, a história como construiu como jogador e treinador. Ele está em um lugar merecido na história do clube. Filipe é querido, quando o ídolo deixa o clube é um momento difícil para todo mundo. Compreendo parte da torcida. Mudanças em certos momentos são inevitáveis, quando o Flamengo entra em campo é uma enorme responsabilidade institucional pelo que significamos e representamos aos torcedores e aos amantes do futebol”.

“A decisão foi tomada de cunho esportiva, tomada dentro da estrutura profissional do clube. Baseada 100% em fatos. Guardei para falar para os senhores, a gente vive um mundo onde se acusa, se investiga, se julga em 30 segundos num post de internet”.

“Algumas decisões difíceis, se você tomar a decisão 3 da manhã, ao meio dia, às nove da noite de quinta-feira, antes do almoço, depois do jogo, depois de coletiva (continuarão difíceis), não tem hora boa. É sempre difícil. ‘Ah, mas foi feito rapidamente’. Foi feito rapidamente porque existe análise de processo de causa e efeito. Um dia sim e outro também depois dos jogos. Tem reunião que você fala o que fez duas vezes por semana, o resultado, discute uma série de ações que não vou entrar em detalhes. Quanto tem divergências no processo, estruturado, as divergências e explicações estão ali contidas no dia a dia. Quando você comunica uma decisão, por mais difícil que ela seja, não significa dizer que seja desprovida de explicação, houve muita conversa, foram debatidos pontos que de alguma maneira levavam preocupação importante para o presente e futuro vencedor”, conta Bap, reforçando que via a temporada em risco falando de presente e também do futuro.

“Minha função e responsabilidade como presidente é avaliar os fatos, questionar se o que estamos vivendo vai levar o Flamengo a um lugar vencedor. Quando a resposta é não, ou você corrige o rumo ou você muda. A tentativa de correção de rumo foi feita e entendemos que não era possível. Tomamos a decisão que tínhamos que tomar. Decisão difícil, por pior que pareça ser, quando você se depara com algumas situações que não vê perspectiva positiva, é melhor tomar decisão hoje do que amanhã. Por mais que elas incomodem os torcedores. Eu não posso ser só torcedor, tenho responsabilidade com a instituição que está no hino que é vencer, vencer e vencer. Dentro desse conselho, olhando no espelho para mim mesmo, está absolutamente claro que isso estava muito em risco esse ano. Eu acredito que tenho que tomar a decisão para vocês que me elegeram”, finalizou.

Boto na berlinda e Edu Gaspar na mira

Com José Boto praticamente fora dos planos, o clube já se movimenta para buscar um substituto. E a mira está apontada para Edu Gaspar, com aval de Bap.

O mandatário rubro-negro recebeu o nome do ex-Arsenal e seleção brasileira como sugestão de seus aliados e gostou. A situação ainda é embrionária, mas uma busca por Edu já se iniciou com pessoas ligadas ao empresário Kia Joorabchian e que também trabalham com Edu para saber a intenção do ex-volante de retornar ao Brasil.

Atualmente no Nottingham Forest, Edu Gaspar não deve continuar no clube inglês ao fim da temporada europeia. Caso tenha o aval do dirigente em voltar ao país, o Flamengo irá sondar as condições para contratá-lo de imediato.

Entenda a busca rubro-negra por um dirigente

Silenciosamente, assim como fez nas negociações com Leonardo Jardim para substituir Filipe Luís como treinador, Bap foi ao mercado nas últimas semanas. O mandatário conversa com possíveis substitutos e desenha cenários para uma troca diretiva que possa estancar a crise nos bastidores do Ninho.

Duas são as opções: um diretor com perfil mais “boleiro” ou um diretor com caráter mais executivo que possa trabalhar em conjunto com um supervisor de maior entrada no vestiário. Há um diagnóstico de que a comunicação entre direção e lideranças do elenco do Flamengo inexiste neste momento.

De acordo com pessoas ouvidas pela reportagem, a decisão pela saída de José Boto, cada vez mais desgastado no Ninho do Urubu e na Gávea (junto à alta cúpula) só não foi sacramentada pela ausência de um acerto com um substituto imediato. Bap e seus pares não querem possibilitar um hiato de comando no CT em um momento de crise escancarada e chegada de novo treinador após a questionada demissão de Filipe Luís.

No outro lado da crise, Boto no momento se cala. O dirigente português já sabe do risco de perder o emprego e adota no momento uma postura de composição com o presidente. Prova disso aconteceu nesta quinta-feira (5), ao chamar a palavra antes da apresentação de Leonardo Jardim e dizer que a demissão de Filipe partiu de si, não apenas de Bap.

“Quando me convidaram para o Flamengo, o presidente deu uma série de atribuições. Uma era fazer diagnósticos e encontrar soluções. Eu fiz, dei a solução e o presidente aceitou, bateu o martelo. Razões (para demissões) são sempre muitas, dependendo do contexto, não compete a nós expor”, disse o português.

Críticas a comportamento

Não é de hoje que José Boto tem desagradado algumas alas no Flamengo. Segundo apurou a ESPN, atletas e funcionários reclamam de vaidade, pouca comunicação e até a necessidade de prestar serviços particulares para o português, que também é apontado como grosseiro e inflexível no dia-a-dia.

O dirigente, por exemplo, exige que a cada duas semanas funcionários se dirijam à sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, para realizar serviços de limpeza e organização.

Com o elenco, Boto possui relação distante. Isso piorou depois da reunião de terça-feira no CT, após a demissão de Filipe Luís. Na ocasião, o dirigente destacou o papel dos atletas no processo que ocasionou na saída de Filipe. Os jogadores absorveram e saíram em silêncio. É notada entre o elenco a postura extremamente vaidosa do executivo.

Após vitórias, o português entra em campo e cumprimenta os atletas. Diante da derrota contra o Corinthians, na Supercopa do Brasil, em Brasília, Boto permaneceu no túnel que dava acesso ao campo, fumando, e não entrou de imediato. A postura e a demora causaram burburinho.

“Ué, cadê o chefe? Agora não aparece?”, chegou a dizer um dos líderes do elenco.

A vaidade do lusitano é sempre ressaltada no dia a dia do Ninho. O desejo de aparecer em imagens de divulgação do clube é classificado como “acima do normal”, sempre ao se posicionar em frente às câmeras apontadas ao gramado.

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