14/05/2026

14 de maio de 2026 01:35

CPI aprova avanço em investigação sobre beneficiários do Banco Master

Comissão do Senado decide aprofundar apuração sobre fundos ligados ao Banco Master e rejeita pedidos envolvendo nomes políticos.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), uma série de requerimentos para aprofundar as investigações sobre o esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. Entre as medidas, está o pedido de identificação dos beneficiários finais de fundos vinculados à instituição e à Reag Investimentos.

A iniciativa busca rastrear o destino final dos recursos e identificar possíveis ocultações de patrimônio por meio de estruturas financeiras complexas. O relator da CPI destacou que o uso de múltiplas camadas de fundos pode dificultar a identificação dos verdadeiros donos do dinheiro, prática comum em esquemas de lavagem.

Os pedidos aprovados incluem solicitações de informações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central, à Receita Federal e à Anbima, com o objetivo de mapear a cadeia de investimentos e os responsáveis finais pelos ativos.

Além disso, a comissão autorizou a convocação de dirigentes e sócios de empresas investigadas, bem como a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico de uma companhia ligada ao grupo, apontada como peça relevante na estrutura sob apuração.

Também foi aprovada a convocação da empresária e influenciadora Martha Graeff, que teria recebido um imóvel de alto valor, levantando suspeitas de ocultação patrimonial.

Por outro lado, a CPI rejeitou, por maioria, o pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes. Parlamentares governistas haviam sugerido possível relação indireta com o caso, hipótese não acolhida pela comissão.

Outro requerimento recusado foi a convocação do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, que havia sido citado em declarações relacionadas a doações eleitorais.

A comissão também aprovou a convocação do ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que tem denunciado irregularidades em operações de crédito consignado envolvendo servidores públicos.

Durante a sessão, o depoimento do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza não ocorreu. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal tornou sua presença facultativa, e ele optou por não comparecer.

Parlamentares divergiram sobre o alcance das investigações. Enquanto integrantes da oposição criticaram a inclusão de nomes ligados ao governo anterior, argumentando desvio de foco, outros senadores defenderam a análise do contexto político e regulatório em que o esquema se desenvolveu.

A CPI segue com o objetivo de identificar responsáveis e propor medidas para coibir práticas ilícitas no sistema financeiro.

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