Fernando Diniz foi apresentado nesta terça-feira (7) como novo técnico do Corinthians, com contrato até o fim da temporada. Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, ele comentou o comportamento “explosivo” à beira do gramado e defendeu as cobranças aos jogadores.
“Aqueles momentos que eu tenho… Garanto a você que sou muito mais que isso, porque não me resumo ao cara da beira do campo. Tenho uma relação construída com os jogadores, com vínculos cada vez mais profundos. E aquele Diniz da beira do campo, eu tenho alegria de ser daquele jeito, porque aquele é um Diniz que consegue ajudar os jogadores. Foi assim que consegui ajudar atletas como Sara, Rayan e Gabriel Magalhães”, disse.
Diniz reconheceu que, em alguns casos, ultrapassa o limite, mas destacou que busca corrigir os excessos.
“Obviamente, em alguns momentos você passa do tom e precisa se corrigir. Eu procuro fazer isso. Mas aquilo tem um fundamento positivo, que é ajudar o jogador a dar o seu melhor. Quase sempre a cobrança é por falta de vontade, por ter deixado o time na mão, então existe uma causa justa”, afirmou.
Segundo o técnico, os resultados ao longo da carreira indicam que o método tem sido eficaz.
“Os benefícios disso na minha carreira mostram, pra quem quer ver, que é muito positivo. Aí você vai perguntar pros jogadores que eu mais estourei, geralmente são os que mais evoluem”, disse.
Como exemplo, ele citou o atacante Rayan, com quem trabalhou no Vasco. Diniz deixou o time carioca no começo deste ano, após nove meses no cargo.
“O Rayan foi um dos jogadores mais cobrados. Quando perguntaram para ele, respondeu: ‘Ele é um pai para mim’. Existe um vínculo de doação muito grande, porque tudo é em benefício do jogador”, afirmou.
“Minha vida é de doação para o jogador. Gosto de impactar a vida deles por meio do futebol, e que isso se traduza em um jogo bonito, eficiente e conectado com a torcida. Aquilo faz parte do processo e mais ajuda do que atrapalha”, acrescentou.
Por fim, Diniz reforçou que ainda busca aprimorar o controle emocional. “Os exageros precisam ser trabalhados. Estou aprendendo a ter mais controle, mas aquilo tem um fundamento muito positivo para a vida dos jogadores”, concluiu.
