A Justiça decidiu dar continuidade ao processo contra um policial civil de 52 anos, identificado pelas iniciais M.B.S., preso desde o dia 1º de fevereiro sob suspeita de abusar sexualmente de uma detenta dentro de uma delegacia em Sorriso.
A decisão, assinada em 13 de abril de 2026 pela 2ª Vara Criminal da Comarca do município, rejeitou todos os pedidos apresentados pela defesa, incluindo a alegação de nulidade do processo, a exclusão de provas e a absolvição antecipada do acusado.
Na análise do caso, o magistrado destacou que não há comprovação de irregularidades que justifiquem a anulação do processo. Segundo ele, a defesa não apresentou elementos concretos que indiquem fraude, adulteração ou comprometimento da autenticidade das provas, mesmo diante de questionamentos sobre o sistema de monitoramento da unidade policial.
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O juiz também pontuou que eventuais dúvidas sobre as imagens ou a consistência das provas deverão ser analisadas ao longo da instrução processual, etapa em que haverá produção de provas e possibilidade de contraditório.
De acordo com a acusação, o caso não se baseia apenas em imagens, mas também em laudos periciais, no depoimento da vítima e em testemunhos. Duas detentas afirmaram ter visto o policial retirar a vítima da cela em diferentes ocasiões, entre os dias 9 e 10 de dezembro de 2025.
A vítima relatou que teria sido abusada cerca de quatro vezes dentro da delegacia. Segundo o depoimento, ela era levada a uma sala isolada e ameaçada para não denunciar os fatos, inclusive com menções à segurança de sua filha, que é menor de idade.
O caso foi denunciado após a mulher, que estava presa à época por suspeita de outro crime e posteriormente foi liberada por falta de provas, procurar assistência jurídica e formalizar a acusação junto ao Ministério Público.
O advogado da vítima informou ainda que representa outras duas mulheres que relatam situações semelhantes envolvendo o mesmo policial, o que pode indicar um possível padrão de conduta. Esses novos relatos também estão sendo investigados.
O policial segue preso, e o processo tramita em segredo de Justiça.
NORTÃO MT COM INFORMAÇÕES DO GAZETA DIGITAL
