A Justiça condenou, nesta quarta-feira (15), o empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o crime foi cometido por razões ligadas à condição feminina da vítima, Mayla Rafaela Martins, uma mulher transexual. A decisão considerou que houve menosprezo e discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora de feminicídio.
De acordo com o Ministério Público, o assassinato foi motivado por sentimento de posse do réu, após a vítima recusar manter um relacionamento. O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no caso, destacou que a condenação representa um avanço no combate à violência de gênero.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, reforça a importância da igualdade e do enfrentamento de todas as formas de violência motivadas por discriminação”, afirmou.

FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: CANAL DO WHATSAPP | PLANTÃO NORTÃO MT | INSTAGRAM DO NORTÃO MT
O crime ocorreu na madrugada do dia 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi assassinada com golpes de arma branca.
Após o crime, o condenado tentou ocultar as evidências, limpando o local, descartando pertences da vítima e transportando o corpo até uma área rural no município de Sorriso, onde foi abandonado em uma lavoura.
A decisão reforça o entendimento de que a lei de feminicídio também se aplica a mulheres transexuais, consolidando avanços no reconhecimento e na proteção contra a violência de gênero no país.
NORTÃO MT
