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17 de abril de 2026 15:44

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Emenda constitucional que reconhece Tribunais de Contas como essenciais ao controle externo é vitória da democracia, diz Antonio Joaquim

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) lançou, nesta quarta-feira (16), o Processo de Contas Eletrônico (PCe), plataforma que substituirá o sistema Control P, reduzindo o tempo de tramitação processual e permitindo acesso remoto integral por servidores e jurisdicionados.

Desenvolvida pela Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI), a ferramenta atende a uma determinação do presidente do Tribunal, conselheiro Sérgio Ricardo, e marca mais uma etapa do trabalho modernização da instituição.

“O Tribunal acompanha a evolução da tecnologia para entregar respostas mais rápidas à sociedade. Com o PCe, os processos passam a ser mais ágeis e acessíveis, eliminando a burocracia desnecessária. Ao mesmo tempo, estamos dando exemplo de eficiência na gestão, que é o que cobramos dos nossos jurisdicionados”, destacou o presidente.

Ao apresentar as principais mudanças a servidores de todos os setores, o titular da SETI, Reginaldo Hugo Szezupior dos Santos, explicou que a solução permitirá a tramitação eletrônica entre setores e entre servidores de uma mesma unidade, garantindo agilidade e padronização dos fluxos internos.

Ele ressaltou ainda que a migração será facilitada.  “Procuramos manter a identidade do sistema, com os mesmos campos e informações, para facilitar a adaptação”, disse o secretário. “Além disso, os usuários poderão consultar orientações diretamente no sistema, com explicações detalhadas sobre o funcionamento”, acrescentou.

Adaptação

Secretário-geral da Presidência, Nilson Bezerra.

Na ocasião, o secretário-geral da Presidência, Nilson Bezerra, reforçou que o PCe será implantado gradualmente. Neste primeiro momento, entra em operação o módulo de autos digitais, considerado o núcleo da tramitação. A previsão é que os demais módulos do antigo Control P migrem progressivamente nos próximos dois anos.

Assim, o lançamento representa um divisor de águas. “O Control P cumpriu o seu papel, entretanto, já não atende mais à realidade do Tribunal. Precisamos continuar evoluindo. Estamos dando o primeiro passo e esperamos que em 2027 possamos concluir toda a transição para essa plataforma moderna e sistemática.”

Segundo o subsecretário de Sistemas da SETI, Rodrigo Medeiros, a dimensão do Control P ajuda a explicar os limites para a evolução. Desenvolvido há mais de duas décadas e atualmente com mais de 150 módulos, a plataforma conta com cerca de 596 mil processos registrados e mais de mil usuários atendidos de todos os setores do TCE.

“Ele foi desenvolvido com a melhor tecnologia da época, mas foi se expandindo e aí chega um determinado ponto que fica difícil. O Control P, com esses 22 anos, se tornou um sistema extremamente robusto, com mais de 150 módulos. Então, são vários puxadinhos ali dentro”, detalhou.

Processos passam a tramitar de forma simultânea

Para o coordenador de Sistemas Corporativos da SETI, Manoel Castrilon Lopes Neto, uma das principais mudanças está na forma como os processos passam a tramitar. Isso porque, diferentes etapas poderão ocorrer em paralelo, o que reduz significativamente o tempo de análise.

“O processo passa a ter tramitações paralelas, requisitando ao mesmo tempo tudo aquilo que era necessário para o andamento. Isso torna o julgamento muito mais rápido”, declarou.

A expectativa é que procedimentos que levavam de cinco a sete dias úteis para chegar ao gabinete do relator passem a ser concluídos em poucas horas, a depender da complexidade do caso. Diante disso, a secretária-geral de Controle Externo, Patrícia Lozich, chamou a atenção para o impacto sobre a produtividade da área técnica.

“A ferramenta vai contribuir muito, tanto com os auditores, quanto com os demais servidores. Quando a tecnologia evolui, a nossa produtividade também aumenta. E tudo isso que vem para facilitar o trabalho do servidor também reflete na entrega ao público externo”, pontuou.

Foi o que também apontou o presidente da Associação dos Auditores Públicos Externos (Audipe), José Marcelo Peres. “É um passo largo para facilitar a tramitação dos processos, trazendo mais agilidade e fortalecendo a capacidade de resposta do Tribunal à sociedade.”

Plataforma amplia acesso e elimina deslocamentos

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Titular da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação, Reginaldo Hugo Szezupior dos Santos.

De acordo com Reginaldo, parte das funcionalidades resulta de demandas apresentadas pelos próprios setores do Tribunal. Ele destacou ainda que a proposta é transformar o PCe na principal ferramenta do órgão, com integração de sistemas como gestão documental, auditoria e comunicação institucional.

Para o futuro, os avanços previstos incluem a incorporação de recursos de inteligência artificial. “Estamos trabalhando a integração do Platão, que é a inteligência artificial do TCE. O primeiro passo vai ser o resumo processual, que vai facilitar muito a vida de quem está trabalhando dentro do sistema”, afirmou.

Na avaliação de Manoel, os ganhos abrangem tanto o público interno quanto externo. No caso dos servidores, o PCe poderá ser acessado diretamente pelo navegador, em computadores, tablets ou celulares, sem a necessidade de conexão com máquinas internas do Tribunal, o que amplia a mobilidade e reduz custos operacionais.

Já para os jurisdicionados, um dos principais benefícios é o protocolo direto de documentos e provas, como vídeos, áudios e imagens, sem a necessidade de deslocamento até o Tribunal. Esse acesso será feito por meio do PCe Juris, módulo voltado a cidadãos, advogados e gestores públicos.

Na prática, será possível solicitar habilitação e vista em processos, além de acompanhar em tempo real o andamento. “Antes os gestores de outros municípios tinham que se deslocar até aqui para fazer um protocolo. Agora não haverá mais essa necessidade. Isso representa economia na ponta”, concluiu.

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