Mais de 700 militares estão a postos para a maior operação ribeirinha combinada da América Latina, realizada na região de Corumbá e Ladário: a Acrux XII. Na prática, a operação é um exercício militar de treinamento, que simula cenários para preparar as forças envolvidas.
Durante o treinamento são ativados navios, tropas e helicópteros na hidrovia Paraguai–Paraná. A chegada dos navios, em Corumbá, marca o início das atividades. Foram oito dias de viagem de Buenos Aires, na Argentina, até a “cidade branca”.
Entre este sábado (18) e domingo (19), as embarcações estão abertas para visitação do público, no cais do Centro de Convenções do Pantanal, em Corumbá.
Além do Brasil e da Argentina, também integram a operação militares da Bolívia, Paraguai e Uruguai, conforme explica o capitão de corveta Thiago Leite, porta-voz da Operação Acrux XII.

“Nós fizemos esse planejamento há um ano e estamos agora na fase de execução. Além disso, há a aproximação com os países estrangeiros. A operação envolve a ampliação do adestramento do nosso pessoal, o emprego de meios navais e aeronavais, além da tropa de fuzileiros navais em ações em terra.”
Thiago Leite.
Nesta edição, a missão volta a ser coordenada pela Marinha do Brasil após 13 anos. O tenente Emanuel Figueroa, segundo comandante da Marinha da Argentina, chama atenção para a importância que a operação desempenha no preparo dos militares.
“Manter o treinamento contínuo de nossas tropas, especialmente dos fuzileiros navais, no ambiente fluvial, que é uma área de grande importância, é crucial nos dias de hoje devido ao comércio. É fundamental o controle por parte das marinhas e o trabalho conjunto para qualquer eventualidade que possa surgir.”
Emanuel Figueroa.

