20/04/2026

20 de abril de 2026 13:35

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Café e cacau iniciam semana com forte alta na bolsa de Nova York

O mercado de commodities da bolsa de Nova York inicia a semana com mais cautela em meio às instabilidades na região do Estreito de Ormuz, que geram incertezas sobre os fluxos logísticos globais. Assim, os contratos de cacau e café têm forte alta na sessão.

Na última semana, os contratos futuros de café arábica apresentaram oscilações diárias, com altas nos três primeiros pregões e recuo ao final do período. O movimento foi influenciado por informações sobre o início da colheita no Brasil, maior produtor e exportador global, e por um ambiente externo momentaneamente mais estável em relação ao Estreito de Ormuz.

Com o novo fechamento da rota, os contratos com vencimento em julho, mais negociados no momento, avançam 4,47% na abertura do pregão, negociados a US$ 2,8560 por libra-peso, refletindo um cenário de maior cautela.

Cacau

Depois de recuar na última sessão, em meio ao otimismo pontual com a reabertura do Estreito, os contratos mais líquidos de cacau, com vencimento em julho, avançam na abertura da bolsa. 

A valorização ocorre em meio às incertezas macroeconômicas e à possibilidade de impactos do conflito sobre fluxos logísticos, inflação global e taxas de câmbio. Os papéis com entrega para julho sobem 3,69%, cotados a US$ 3.401 por tonelada.

Os estoques certificados monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange) nos portos dos Estados Unidos recuaram em 5,5 mil sacas, para 2,6 milhões de sacas. Apesar da queda, o volume permanece elevado em termos recentes, indicando disponibilidade física no curto prazo, pontua o Mercado do Cacau.

Outro ponto observado pelos agentes de mercado é o início do período de liquidação física do contrato de maio, previsto para 24 de abril, evento que pode gerar ajustes de posições e influenciar a dinâmica dos spreads e da curva futura.


Açúcar e algodão


Os contratos futuros de açúcar operam próximos da estabilidade, a 13,48 centavos de dólar por libra-peso. O nível, o mais baixo desde meados de fevereiro, está associado às expectativas de oferta global elevada, com aumento de produção em países como Brasil, Índia e Tailândia. 

O mercado acompanha o desenvolvimento da safra 2026/27 no Brasil, iniciada neste mês, com ampliação da disponibilidade.

Os preços internacionais do açúcar interromperam uma trajetória de queda observada desde março de 2025 e passaram a subir após o início do conflito no Oriente Médio em fevereiro, movimento associado à valorização do petróleo e às expectativas de maior demanda por etanol.
Os contratos de algodão com vencimento em julho recuam 1,12%, negociados a 78,93 centavos de dólar por libra-peso.

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