23/04/2026

23 de abril de 2026 14:37

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Paulo Borrachinha abre o jogo sobre futuro no UFC e mira luta pelo cinturão contra Chimaev

Poucos lutadores sabem transformar o pós-luta em espetáculo como Paulo Costa, o Borrachinha. Após sua mais recente apresentação no UFC 327, marcada pela estreia na categoria meio-pesado e pelo nocaute devastador sobre Azamat Murzakanov, o brasileiro voltou a chamar atenção não apenas pelo desempenho dentro do octógono, mas também pela forma como lida com a repercussão fora dele.

Ainda com as marcas da batalha, Borrachinha fez questão de expor o desgaste físico e, ao mesmo tempo, tranquilizar. “O pé está um pouco inchado, mas nada muito sério, já tem alguns dias da luta e eu já estou conseguindo caminhar tranquilo”, afirmou, antes de explicar o motivo das marcas. “Eu chutei muito na luta, chutei forte,muitos golpes pegaram no corpo, na guarda,alguns na cabeça. Os chutes causam muito dano no adversário, mas também acabam causando dano em quem está chutando”, disse, evidenciando o preço do estilo agressivo.

A mudança de divisão era cercada de expectativa, mas, segundo o próprio lutador, o impacto foi mais de ritmo do que de força. “Fisicamente, eu não senti tanta diferença, só me senti um pouco mais pesado, talvez um pouco mais lento”, explicou, conectando essa sensação ao comportamento do rival. “Os caras são maiores, ficam mais travados, menos rápidos, senti ele mais lento do que os adversários que eu enfrento na categoria de baixo”, analisou.

Mesmo assim, o poder de decisão seguiu sendo determinante. “Ele tinha um poder de nocaute muito grande, mas eu também tenho, então ficou bem equilibrado nesse sentido”, completou.

O golpe que definiu a luta, inclusive, foi fruto de leitura construída ao longo do combate. “Eu já vinha chutando na cabeça desde o começo e, quando ele começou a ficar mais estático, mais cansado, ficou mais fácil de encaixar”, revelou. “Eu percebi que ele tinha uma tendência de jogar a cabeça para o lado esquerdoentão aproveitei isso no momento certo”.

Apesar da vitória contundente, Borrachinha não escondeu a insatisfação com o reconhecimento recebido. “A sétima posição no ranking não condiz com a magnitude do que eu fiz”, disparou.

Para ele, o contexto da divisão justificaria uma colocação mais alta. “Se você olhar o cenário, eu deveria estar ali no top 5, seria o mais justo”.

O brasileiro também demonstrou incômodo com a ausência de bônus após a luta. “Eu fui injustiçado,foi uma performance espetacular. Eu dominei a luta, consegui o nocaute, era uma atuação de bônus”, afirmou, sugerindo que fatores além do cage podem ter influenciado.

Figura constante nas redes sociais, Borrachinha também abordou as críticas que recebe e tratou de relativizar o impacto. “Quando você tem muita exposição, é normal ter gente que gosta e gente que critica”, disse.

No entanto, ele faz uma distinção clara entre o ambiente virtual e a vida real. “Eu não acredito muito nessa torcida contra, isso é muito mais coisa de internet”, afirmou. “No contato pessoal, nunca tive nenhuma experiência negativa com fã”, reforçou.

Ciente do personagem que construiu, ele admite que também alimenta esse jogo. “Eu sou um cara polêmico, que desperta reações,e eu brinco com isso, faço piada, entro na resenha”, explicou.

Superlutas no radar

De olho no futuro, Borrachinha deixa claro qual é o objetivo: grandes combates. “Eu quero fazer as melhores lutas, as que o público quer ver superlutas”, afirmou.

Entre os possíveis adversários, um nome surge com força: Khamzat Chimaev. “Essa é uma das maiores lutas que podem ser feitas hoje no UFC”, cravou, demonstrando interesse direto no confronto.

Confiante, o brasileiro acredita estar próximo de uma disputa de cinturão. “Hoje eu sou um dos únicos do topo vindo de vitória,a maioria vem de derrota”, argumentou, reforçando sua posição na corrida pelo título.

E, quando o assunto é postura dentro do octógono, o discurso é direto e sem espaço para dúvidas. “É guerra… não pode ter pena”, afirmou. “Se o cara está machucado, você tem que ir lá e terminar a luta. Não pode dar chance para ele voltar”.

Com personalidade forte, discurso afiado e desempenho convincente, Paulo Costa reforça seu lugar entre os nomes mais midiáticos do MMA, e mostra que está cada vez mais próximo de transformar o barulho fora do octógono em conquistas reais dentro dele.

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