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24 de abril de 2026 05:56

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Perito entende que Corinthians conseguiu justificar ‘sumiço’ de R$ 150 milhões

A Laspro Consultores, empresa nomeada administradora judicial no RCE (Regime de Centralização de Execuções) do Corinthians, afirmou à Justiça que os quase R$ 150 milhões declarados a menos pelo clube nas receitas de fevereiro estão comprovados por meio de documentação que justifique essa diferença.

Para o perito, esse montante é explicado pela “exclusão de valores sem natureza de receita operacional recorrente, tais como operações financeiras, transferências internas e ingressos relacionados à negociação de atletas, devidamente comprovados por meio de rastreabilidade documental compatíveis com o regime de competência”.

Segundo o Timão havia dito à Justiça, trata-se de uma “divergência apenas aparente”. O clube explicou que os valores inferiores observados pelo administrador judicial são diferenciados por receitas operacionais, não operacionais ou que seriam utilizados em outras formas de rateio, como o leilão reverso, previsto no RCE. A explicação foi aceita pelo perito na última quarta-feira (22).

Ou seja, na prática, para o administrador judicial, a justificativa e a documentação apresentados pelo clube foram o suficiente para permitir que essa operação possa ser aprovada no decorrer do RCE.

Para o perito, “a exclusão de valores relativos a operações financeiras, antecipações de receitas e negociações de atletas da base de cálculo mostra-se, em tese, aderente à lógica de apuração de receitas operacionais correntes destinadas ao cumprimento do regime”.

Com isso, o Corinthians ganha força para iniciar os pagamentos aos credores, que irão receber R$ 2.568.095,00 pelo mês de fevereiro e R$ 2.653.414,00 pelo mês de março, a serem divididos entre cerca de 20 credores, que foram cadastrados inicialmente nos primeiros rateios. Estão na lista empresários como Giuliano Bertolucci e André Cury e ex-jogadores do clube, como Ramiro e Giuliano.

No fim de março, a Justiça de São Paulo havia ameaçado nomear um interventor judicial no Corinthians, após o clube declarar cerca de R$ 150 milhões a menos de receitas no mês de fevereiro.

O plano de pagamento homologado pela Justiça prevê a quitação dos débitos com um percentual variável das receitas do clube, com mínimo obrigatório de 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro, além de propor análise anual e proporção de 30% para credores preferenciais e 70% para credores comuns, entre outras coisas.

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