Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio diz que atletas iranianos entram nos Estados Unidos para a competição
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou, nesta 5ª feira (23.abr.2026), que o governo norte-americano buscou excluir o Irã da Copa do Mundo de 2026 para incluir a Itália. A declaração foi dada na Casa Branca para encerrar especulações surgidas após sugestões de assessores da presidência.
A polêmica começou por causa de Paolo Zampolli, assessor do presidente Donald Trump. Ele afirmou ao jornal Financial Times ter sugerido a troca ao mandatário da Fifa, Gianni Infantino. Zampolli, que é italiano, disse ser um “sonho” ver a seleção de seu país no Mundial organizado nos EUA.
Rubio declarou que os atletas iranianos podem entrar no país para a competição. No entanto, ressaltou que acompanhantes com vínculos com o Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) podem ter a entrada barrada. “O que não podem fazer é trazer ao nosso país um montão de terroristas fingindo que são jornalistas e preparadores físicos“, disse o secretário. As informações são da AFP.
REJEIÇÃO ITALIANA
O governo da Itália e o Comitê Olímpico Nacional Italiano classificaram a proposta como “vergonhosa” e “ofensiva“. A seleção italiana não conquistou a vaga em campo após ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias europeias.
O ministro dos Esportes italiano, Andrea Abodi, disse que a participação sem classificação não seria apropriada. O presidente do comitê, Luciano Buonfiglio, afirmou que se sentiria “ofendido” caso a vaga fosse herdada dessa maneira.
O presidente da Fifa já havia afirmado em março que o Irã estará no torneio por ter conquistado o direito esportivo. Pelo regulamento da federação, a entidade tem o poder de decidir sozinha as medidas caso uma equipe se retire.
A seleção do Irã integra o Grupo G da Copa. Tem partidas marcadas em Los Angeles e Seattle contra Nova Zelândia (16 de junho), Bélgica (21 de junho) e Egito (27 de junho).
