O Flamengo não tem pressa para definir o futuro de Plata e trata qualquer possibilidade de venda com cautela. Mesmo valorizado após a atuação na goleada por 4 a 0 sobre o Atlético-MG, o atacante só deixará o clube diante de uma proposta considerada relevante, cenário que, neste momento, não é prioridade diante do risco de o elenco perder outras peças do setor.
A situação passa diretamente pelo planejamento ofensivo. O clube monitora o fim do contrato de Everton Cebolinha, que vai até dezembro, e também não descarta negociar Luiz Araújo, que perdeu espaço recentemente. Diante desse cenário, a diretoria evita uma mudança mais brusca e entende que a saída de Plata poderia representar um terceiro baque no mesmo setor.
Dentro de campo, o equatoriano ganhou moral com Leonardo Jardim. O treinador “abraçou” o jogador e passou a utilizá-lo em sua posição de origem, aberto pelos lados, após um período em que chegou a ser improvisado como falso 9 por Filipe Luís. A mudança ajudou na adaptação e no rendimento recente.
A resposta veio justamente no último fim de semana. Plata voltou a marcar após um longo jejum — não balançava as redes desde a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, na estreia do Brasileirão, em 28 de janeiro. A atuação reforçou a confiança da comissão técnica no atacante.
Apesar do bom momento, o Flamengo não o considera inegociável. Internamente, há o entendimento de que uma oferta vantajosa pode abrir discussão, especialmente na janela do meio do ano. Ainda assim, a decisão será tomada com base no equilíbrio do elenco e não apenas no valor financeiro.
Por ora, o Flamengo prefere segurar o atacante e observar o mercado antes de qualquer movimento mais agressivo, principalmente pelo longo vínculo do atleta com o clube, válido até 2029.
