27/04/2026

27 de abril de 2026 21:07

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Após ataque, Casa Branca culpa democratas por incitar violência política

A Casa Branca tentou transferir a culpa pelo aumento da violência política para os democratas, com a secretária de imprensa Karoline Leavitt apontando para uma longa lista de declarações de autoridades eleitas democratas.

O presidente americano Donald Trump, que frequentemente usa retórica inflamatória contra seus oponentes políticos, inicialmente pediu união após um incidente com tiros no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado (25).

Mas, em entrevista à CBS News no domingo (26), ele alertou que o “discurso de ódio” dos democratas é “muito perigoso”.

Na segunda-feira, Leavitt leu uma seleção de comentários de líderes democratas. “Esses são representantes eleitos democratas incitando uma guerra contra o presidente dos Estados Unidos e seus apoiadores”, disse Leavitt.

Ela continuou: “Quando você tem pessoas em posições de poder dizendo coisas assim todos os dias, durante anos, você está incitando a violência por parte de pessoas que já são mentalmente instáveis, e é isso que temos visto contra este presidente por tempo demais”.

Nos últimos anos, a violência política tem como alvo legisladores e seus entes queridos de ambos os lados do espectro político — desde o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk em uma universidade de Utah, passando pelo assassinato da deputada estadual de Minnesota Melissa Hortman e seu marido, até um incêndio criminoso na casa de Shapiro e um ataque contra Paul Pelosi.

Ataque em Washington

A declaração de Leavitt acontece dois dias após Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos, tentar atravessar a segurança durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na noite de sábado. Allen estava  armado com uma espingarda, uma pistola e facas.

Trump, o vice-presidente JD Vance e outros membros importantes do gabinete estavam no evento, em um andar diferente do hotel Washington Hilton.

A procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, afirmou no fim de semana que Allen enfrentará duas acusações, incluindo agressão a um agente federal com uma arma letal.

Um agente federal foi atingido no colete de proteção durante a troca de tiros na noite de sábado e já recebeu alta do hospital.

Segundo autoridades, Allen viajou de trem da Califórnia para Washington, DC, onde trabalhava como tutor em meio período.

Em um documento que investigadores dizem ter sido enviado por Allen a familiares no sábado, ele expressou raiva contra o governo, criticou o Serviço Secreto por falhas na segurança do hotel e afirmou que não “esperava perdão”.

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