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28 de abril de 2026 07:20

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Botafogo SAF diz à Justiça que está em ‘estado pré-falimentar’ e que tem venda de jogador encaminhada para pagar salários

A SAF do Botafogo enviou manifestação à Justiça do Rio de Janeiro na qual afirma que o clube encontra-se em “inegável estado pré-falimentar”, sem dinheiro para pagar salários de jogadores e funcionários e tem a venda de um atleta como encaminhada para levantar recursos. Também foi enviada petição ao Tribunal Arbitral que decidiu pelo afastamento de John Textor.

Todos esses pontos integram documentos sigilosos apresentados pelos representantes da SAF ao Juiz de Direito da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro aos quais o ESPN.com.br teve acesso. A petição foi juntada nesta segunda-feira (27).

O requerimento não tem como objetivo final o retorno de Textor ao comando da SAF, mas pede a suspensão de qualquer direito da Eagle Bidco em relação ao futuro do Botafogo. Quer também a nomeação do ex-presidente alvinegro Durcésio de Mello como gestor do clube-empresa.

Em razão do feriado de Dia do Trabalho na próxima sexta-feira (1), a SAF do Botafogo pede que a decisão seja tomada em caráter de urgência, sem que sequer seja contado o prazo legal para a ciência da Eagle do requerimento.

Isso porque o Botafogo tem vencendo, na próxima segunda-feira, dia 4 de maio, os salários de jogadores e funcionários. “E não há dinheiro para pagá-los”, ressaltam os advogados.

“As opções para obtenção de recursos para fazer frente ao salário dos funcionários, jogadores de futebol, bem como as obrigações com fornecedores esbarram em um obstáculo comum: a falta de estabilidade na administração. Ninguém quer aportar dinheiro, emprestar qualquer valor ou negociar jogadores, dada a inércia dos acionistas, sem saber quem representa ou vai representar a SAF Botafogo. A gestão está engessada”, afirmam.

Mais adiante, o documento cita uma venda encaminhada de jogador do Botafogo como possível alternativa para a obtenção de recursos, mas sem citar quem seria esse atleta – o Palmeiras, por exemplo, negocia neste momento a contratação do zagueiro Alexander Barboza.

“É preciso agir e rápido – somente há uma semana para obter novos recursos para pagar salários. A estabilidade do novo diretor único – o ex- Presidente do Botafogo Futebol e Regatas, Durcésio Mello, representante da associação no Conselho de Administração, que assumiu às pressas a gestão, com o açodado afastamento do único diretor estatutário, John Textor, como é fato público e notório – afigura-se impositiva para possibilitar o reestabelecimento e finalização das negociações já em curso, que implicarão na injeção imediata de dinheiro, seja através de empréstimos bancário – há tratativas bastante avançadas nesta direção – ou a venda de um jogador – também encaminhada (o que será objeto de pedido de autorização judicial oportuno)”.

John Textor afastado da SAF do Botafogo

No dia 23 de abril, Textor, então dono da Botafogo SAF, foi afastado do comando da mesma. A decisão, tomada pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas após pedido da Eagle Bidco, sócia majoritária da empresa, teve caráter imediato.

O pedido foi feito pela Eagle Bidco principalmente após Textor ter comandado o pedido de recuperação judicial protocolado no dia anterior na Justiça do Rio de Janeiro.

O intuito da recuperação judicial é tentar aliviar a situação financeira do clube, que tem um passivo de R$ 2,5 bilhões, dando um processo de pagamento mais organizado e facilitado para quitar dívidas, ficando livre de penhoras ou bloqueio.

A alegação alvinegra é de que a continuidade do clube estaria em risco caso a recuperação judicial não acontecesse. No entanto, a Eagle, por meio de documento que a ESPN teve acesso, criticava a postura de Textor e afirmava ser contra a recuperação judicial.

“A Eagle Football Holdings Bidco Limited (Eagle Bidco), na qualidade de detendora de 90% do capital social da SAF Botafogo e, portanto, suas acionista controladora, vem , por meio da presente notificação, registrar, para todos os fins de direito, que não concorda, não anui ou aprova, tampouco concordará, anuirá ou aprovará, a adoção de qualquer medida judicial ou extrajudicial pela atual administração da SAF que tenha relação com um potencial pedido de recuperação judicial ou extrajudicial da SAF”.

Outro ponto abordado no documento foi o fato de Textor tentar avançar com o pedido de recuperação judicial sendo o representante das três partes envolvidas: Eagle Bidco, Eagle Football Group e SAF Botafogo.

O documento que a ESPN teve acesso mostra a tentativa do empresário norte-americano de conseguir a recuperação judicial com as três assinaturas dele como representante das partes.

A decisão de afastar foi tomada por Adriana Braghetta, presidente do Tribunal Arbitral, com as seguintes alegações.

“Nesses termos, o Tribunal Arbitral, a título meramente conservatório, DETERMINA o afastamento automático e imediato do Sr. John Charles Textor da administração da SAF do Botafogo, o que será objetivo de reanálise após a apresentação da manifestação da Companhia prevista para 29/04/2026”.

Botafofo se manifesta após afastamento de Textor

O Botafogo se manifestou oficialmente na última sexta-feira (24) sobre a decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas que afastou Textor do comando da SAF do clube.

Em comunicado, a administração ressaltou que “a medida de afastamento temporário de John Textor da administração da companhia não encontra correspondência nos pedidos submetidos à apreciação do Tribunal, tendo sido determinada sem requerimento específico das partes”, e que “a decisão avança sobre matéria tipicamente societária, substituindo, de forma excepcional e sem a devida deliberação, a vontade dos acionistas — cuja manifestação, por definição legal e estatutária, deve ocorrer em assembleia regularmente convocada”.

“A SAF Botafogo ressalta que a observância dos limites objetivos da arbitragem, bem como o respeito à confidencialidade, à autonomia privada e à governança societária, são pressupostos essenciais para a segurança jurídica e a integridade do procedimento arbitral”.

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