Deputado Cabo Gilberto cita “perseguição a militares conservadores” e pressão da cúpula contra oficiais de baixa patente
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Gilberto Silva (PL-PB) afirmou, nesta 6ª feira (1º.mai.2026), que o comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, terá que prestar esclarecimentos por “arbitrariedades cometidas durante sua gestão no comando do Exército”.
O deputado disse em seu perfil oficial no X que o comandante deixou de agir como militar para assumir uma postura política, conduta que representa uma “traição à tropa”. A declaração vem 2 dias depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) tornar o pastor evangélico Silas Malafaia réu por injúria contra o comandante. O líder religioso é aliado ao campo político da oposição brasileira.
Gilberto criticou a alta cúpula das Forças Armadas por alinhamento com “interesses políticos específicos, especialmente ao atual governo e ao STF”.
Segundo o deputado, a hierarquia militar está sendo utilizada como instrumento para silenciar militares de baixa patente.
“Muitos seguem honrando a farda, mas estão sendo calados por comandantes vendidos”, afirmou.
“Além disso, há denúncias de perseguição a militares conservadores, com transferências inopinadas, atraso em promoções, retirada de comandos e exclusão de missões no exterior”, destacou.
O líder da oposição afirma que há uma aliança com o Judiciário para prender militares da própria instituição. Disse que parte dos militares ainda preserva valores como “Deus, Pátria e Família”.
Segundo Gilberto, essas medidas estariam sendo empregadas pelo atual Comando como forma de pressionar e intimidar militares que “prometem recorrer à Justiça quando um novo governo assumir”
SILAS MALAFAIA SE TORNA RÉU NO STF
Por unanimidade, a 1ª Turma do STF decidiu nesta 3ª feira (28.abr.2026) tornar o pastor evangélico Silas Malafaia réu por injúria contra o general Tomás Ribeiro Paiva.
A denúncia tem como base declarações feitas pelo pastor em 6 de abril de 2025, durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, Malafaia chamou integrantes do Alto Comando do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos”, ao criticar a posição das Forças Armadas depois da prisão do general Braga Netto, em dezembro de 2024.
Caso seja condenado, Malafaia poderá cumprir pena de 1 a 6 meses de detenção, em regime aberto, além do pagamento de multa.
No pedido, a PGR (Procuradoria Geral da República) defende que as falas do pastor configuram ofensa à honra de autoridades militares e extrapolam os limites da liberdade de expressão. A Procuradoria também pediu que o caso seja conectado ao inquérito das chamadas “milícias digitais”.
A defesa de Malafaia sustenta que o STF não tem competência para julgar o caso, já que o pastor não possui foro privilegiado. Também argumenta que eventual ação deveria ser movida pelas supostas vítimas, por meio de ação penal privada.
