13/05/2026

13 de maio de 2026 17:11

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Servidor da Politec é alvo de operação por esquema de identidades falsas

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra, com foco em um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) suspeito de participação em um esquema de produção de documentos falsos. As ordens judiciais foram cumpridas em Várzea Grande e Cuiabá.

 

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. A Corregedoria da Politec acompanhou o cumprimento das medidas, e o próprio órgão colaborou com as apurações.

 

O investigado atua como papiloscopista, função ligada à identificação de pessoas e emissão de documentos oficiais. As buscas ocorreram tanto na residência do servidor quanto em seu local de trabalho, no Instituto Médico Legal (IML), na capital.

 

Além das diligências, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e a restrição de saída da comarca sem autorização. Durante as buscas na casa do servidor, foram apreendidos produtos irregulares, incluindo canetas emagrecedoras de origem contrabandeada e anabolizantes.

 

Operação Hidra 2

 

 

As investigações tiveram início em julho de 2025, após a prisão de um homem de 44 anos, conhecido pelos apelidos “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como integrante de uma facção criminosa paulista. Ele estava foragido havia cerca de 12 anos e vivia em Mato Grosso utilizando identidade falsa, assim como sua companheira e os dois filhos. Na ocasião, também foi encontrada uma arma com numeração raspada.

 

O avanço das apurações levou à primeira fase da operação, em agosto de 2025, quando foi identificado um homem de 66 anos apontado como intermediário do esquema. A análise de dados revelou ligações entre ele e o servidor investigado, que, segundo a polícia, teria facilitado a emissão de documentos fraudulentos.

 

 

Operação PJC 3

 

 

De acordo com a delegada Eliane da Silva Moraes, responsável pelo caso, a operação é estratégica para proteger o sistema de identificação do Estado e impedir o uso de identidades falsas por organizações criminosas. “O trabalho dos diversos setores da Delegacia de Estelionato de Cuiabá e a integração com a Politec foram fundamentais para o êxito da operação, que desarticulou um forte esquema de falsificação de documentos ligados a outros crimes”, afirmou.

 

O nome da operação faz referência à Hidra de Lerna, conhecida por possuir várias cabeças, em alusão às múltiplas identidades utilizadas pelos investigados para tentar dificultar a atuação das autoridades.

 

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