Pedro Uczai diz que teto viabiliza aprovação da proposta e impede que empresas quebrem, mas afirma é contra reduzir a jornada ano a ano até se chegue no novo limite
O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), defendeu nesta 4ª feira (6.mai.2026) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6 X 1 fixe uma jornada semanal de 40 e não de 36 horas semanais para não quebrar as empresas e viabilizar a aprovação da proposta.
“Nós defendemos, quem sabe para buscar consenso, não partir do princípio de 44 para 36 horas. Porque nao construir 40 horas aqui? De 44 para 40 horas. Não quebra nenhuma empresa. De 44 para 5 x 2, deixado claro. E 2 dias de descanso consecuitvos, de preferência sábado e domingo”, disse o petista durante sessão da comissao da PEC da escala 6 X 1.
Segundo Uczai, a bancada do partido é contra um período de transição de 44 para 40 horas semanais. Ou seja, que a redução seja feita ano a ano até chegar no novo teto. Dispôs-se, porém, a debater transição gradual para uma jornada menor do que 40 horas semanais.
“Nós nos opomos de qualquer transição de 44 para 40. 39 horas daqui 2 anos? 38 horas daqui 4 anos? 36 horas daqui 8 anos? Esse debate nós podemos enfrentar. Quem falar em transição de 44 para 40 está brincando com os trabalhadores”, disse.
salário e acordo coletivo
O líder do PT também afirmou que o partido é contra uma proposta que reduza o salário dos trabalhadores. Disse ainda que, em setores que tem de funcionar todos os dias, é necessário dar liberdade para que a escala seja feita por acordo coletivo, respeitando o novo teto de horas.
“Está mais claro para nós e para mundo que as pessoas estão cansadas. É a reliadade nua e crua”, declarou.
PEC
Duas PECs estão em discussão na comissão especial. Ambas pedem um teto de 36 horas semanais. O relator, Leo Prates (Republicanos-PB), vai construir o novo texto que unificará as propostas e será levado a plenário em 27 de maio.
Nesta 4ª feira (6.mai), a comissão recebeu o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em audiência para debater o tema. Além de Marinho, a comissão deve ouvir os ministros Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência), Dario Durigan (Fazenda) e Márcia Lopes (Mulheres). Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, também deve ser ouvido. Eis a íntegra do cronograma (PDF – 728 kB).
