12/05/2026

12 de maio de 2026 20:51

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Documentário revela o Pantanal pela força da cultura e da ancestralidade negra

Documentário, que estreia na próxima sexta-feira (15), em Corumbá, traça um paralelo entre a riqueza do Pantanal e a ancestralidade, os costumes e a espiritualidade negra. Entre memórias, fé, racismo estrutural, pertencimento e resistência, o filme Pantanal Negro constrói uma narrativa em que a presença negra deixa de ocupar as margens e passa a assumir o centro da história pantaneira.

Cena do documentário Pantanal Negro. (Foto: Max Polimanti)

O longa-metragem, com 86 minutos de duração, será exibido às 19h, no Centro de Convenções do Pantanal de Corumbá, dentro da programação do Festival América do Sul.

Quando tudo começou

A ideia do projeto nasceu em 2023, quando os diretores Adriana Farias e Maxwell Polimanti estiveram em Mato Grosso do Sul produzindo um documentário sobre ecoturismo. Maxwell também assina a fotografia e montagem. Já a direção artística e a produção executiva são assinadas por Thayná Cambará.

No filme, o Pantanal deixa de ser apenas cenário natural e passa a ser compreendido como um território habitado, atravessado por espiritualidades, apagamentos históricos e permanências culturais.

“Existe uma tradição muito forte de representar a região apenas pela natureza espetacular. Mas, quando comecei a me aproximar de Corumbá por meio das pessoas, principalmente das mulheres negras, descobri um outro Pantanal completamente desconhecido para mim. O desafio do roteiro foi deslocar esse olhar sem negar a beleza da região, mas entendendo que ela também é construída pelas pessoas que sustentam esse território todos os dias.”

Adriana Farias.

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Cena do documentário Pantanal Negro. (Foto: Max Polimanti)

Entre as vozes presentes na narrativa estão lideranças religiosas, mestres da cultura popular, famílias tradicionais e personagens que revelam como a presença negra ajudou a moldar a construção cultural de Corumbá.

O Banho de São João, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, surge como um dos principais símbolos dessa travessia entre fé, território e ancestralidade. Mesclando turismo, audiovisual e memória coletiva, Pantanal Negro convida o público a atravessar rios mais profundos: aqueles que correm dentro da história.

Exibições pelo país

Além da estreia oficial no Festival América do Sul, o documentário também terá exibições e pré-lançamentos em diferentes cidades do país, ampliando o debate sobre afroturismo, memória e ancestralidade pantaneira.

A circulação começou no dia 8 de maio, durante o Salão do Turismo, em Fortaleza (CE). Também estão previstas exibições no dia 12 de maio, durante a ação “MS Sem Racismo: Territórios Quilombolas em Evidência”, realizada na Secretaria de Estado da Cidadania, em Campo Grande.

No dia 18 de maio, o documentário participa de um pré-lançamento no evento “MS Especial por Natureza”, promovido pela Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), no MASP, em São Paulo.

Já em 21 de maio, o filme integra a programação do Inspira Ecoturismo, realizado pelo Sebrae/MS, em Bonito, no Wetiga Hotel.

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Cena do documentário Pantanal Negro. (Foto: Max Polimanti)

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