Tenho que admitir.
Há 2 meses, achava que era impossível chegarmos perto da convocação final para a Copa do Mundo com alguém discutindo de verdade se Neymar deveria ou não ser convocado por Carlo Ancelotti.
Mas o debate é real, e já me conformo que o camisa 10 santista estará na lista que será anunciada pelo italiano na próxima segunda-feira.
Sigo achando que será um erro.
Neymar não tem mais nível para atuar na elite do futebol mundial. E o barulho que seu nome sempre causa não vai ser bom para o ambiente da Seleção Brasileira.
Mas o fato é que o craque santista já ganhou a batalha por sua convocação, independente da decisão de Ancelotti.
Primeiro por ter ficado em pé por seguidos jogos, quase sempre atuando os 90 minutos.
É pouco, mas derrubou o argumento preferido de Ancelotti: que ele deveria ter condições físicas.
A bola de Neymar foi só mediana. Marcou gols quase sempre contra times medíocres, mas o Santos dá sinais de vida com a convocação chegando.
Mas é fora de campo que o camisa 10 ganhou argumentos mais robustos por sua convocação.
Primeiro, conquistou o lobby da maioria esmagadora dos outros convocáveis, que vão receber menos pressão e holofotes se Neymar for convocado.
No Paraguai, na Argentina ou em Curitiba, Neymar encheu estádios, deixando claro que sua presença tem apoio popular e que faria a festa de patrocinadores e até da organização da Copa.
Neymar vai sair bem na foto na próxima segunda-feira, se for chamado ou não.
Se estiver na lista, seu objetivo maior será atingido, e terá a última chance de ganhar uma Copa. Fora, vai ganhar a fama, para maioria das pessoas, de injustiçado.
Bem diferente de Ancelotti. Nunca deveria ser assim. Será um absurdo. Mas, se não chamar Neymar, Ancelotti ganha a Copa ou vai precisar pensar muito se quer ficar no Brasil até 2030.
