15/05/2026

15 de maio de 2026 16:01

SPIW debate reposicionamento do agro brasileiro no novo cenário global

O agronegócio brasileiro passou a invadir posição mais central nas discussões geopolíticas, em meio à guerra na Ucrânia, ao conflito no Oriente Médio e à disputa comercial entre Estados Unidos e China. Essa foi a avaliação apresentada nesta sexta-feira (15), durante painel do São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo, por especialistas que discutiram os desafios do setor em um ambiente internacional mais conflitivo.

Segundo Marcos Sawaya Jank, professor do Insper e coordenador do Agro Global, a expectativa de que a globalização produziria um ambiente mais aberto e estável não se confirmou. No painel, ele afirmou que “o mundo ficou muito mais conflitivo” e que as commodities passaram a invadir o centro das disputas internacionais.

Jank destacou que, nesse contexto, o Brasil deixou de ser visto apenas como exportador de produtos primários e passou a ter relevância estratégica por reunir produção agropecuária, energia e recursos naturais. De acordo com o especialista, o setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Ele também citou a capacidade de o país operar com até 2,2 safras por ano e o histórico de adaptação tecnológica à agricultura tropical, consolidado desde a década de 1970.

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No painel, Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, afirmou que as commodities são “uma das principais engrenagens das relações internacionais”. Para ele, o avanço da agricultura digital, da aplicação localizada de defensivos e do uso mais eficiente de fertilizantes e diesel amplia a capacidade de produzir mais com menos dentro da porteira.

A discussão também apontou fragilidades. Jank mencionou a dependência externa do Brasil em fertilizantes e avaliou que o atual desafio é mais geopolítico do que de escassez física de recursos. Ele também criticou o uso de tarifas comerciais pelos Estados Unidos, ao citar revisões em medidas agrícolas após pressões inflacionárias.

Na avaliação dos painelistas, o avanço do agro brasileiro dependerá da combinação entre oferta de commodities, inovação produtiva, adaptação regulatória e agregação de valor em cadeias como biocombustíveis e proteínas vegetais. Não foram apresentados, no painel, números detalhados sobre investimentos, exportações ou metas setoriais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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