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15 de maio de 2026 16:25

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‘Geração sem Copa’: quem são os jovens que não eram nascidos em 2002 e agora podem ser esperança do hexa

Yokohama, 30 de junho de 2002. Cafu sobe em um púlpito improvisado e recebe, das mãos de Pelé, a Taça Fifa, em um gesto que fecha um ciclo: o Brasil, com dois gols de Ronaldo contra a Alemanha, era campeão da Copa do Mundo pela quinta vez e se isolava como o país mais vitorioso do planeta.

Uma cena simbólica para milhões de brasileiros, frutos de uma geração que se acostumou a vencer. Campeã em 2002, a Seleção já havia sido tetra em 1994 e acabado com o vice quatro anos depois. Nada mais natural, inclusive para o capitão daquela conquista, do que imaginar que a dinastia se repetiria nos próximos anos.

“Não imaginava que seria o último”, admitiu Cafu, aposentado há quase duas décadas e que segue como o último brasileiro a levantar uma taça de Copa. “Vínhamos de uma geração muito boa, então naquele momento pensei: dever cumprido. Outros iriam cumprir depois da gente. Eu não vou ser o último”.

O Brasil acumulou decepções desde então. Frustração com o quadrado mágico em 2006; queda para a Holanda por um lapso; 7 a 1 para a Alemanha em casa; e duas eliminações seguidas com Tite, mesmo sem perder um jogo sequer nas eliminatórias. Muito pouco para uma equipe que, até então, podia se dar ao luxo de abrir mão de craques e que hoje tem dificuldade de encontrá-los.

Os 24 anos sem ganhar uma Copa criam um desafio para 2026: a geração que tentará encerrar a sina, agora sob a direção experiente de Carlo Ancelotti, foi forjada praticamente sem ver o penta.

Dos prováveis convocados pelo técnico italiano para o Mundial dos Estados Unidos, do Canadá e do México, a maioria era criança ou sequer nascida no dia em que a Seleção Brasileira ganhou a Copa.

O trio mais experiente, formado por Alex Sandro (11 anos em 2002), Casemiro e Danilo (ambos com 10), são os que certamente têm lembranças dos gols de Ronaldo, dos lances de Rivaldo ou da plasticidade de Ronaldinho Gaúcho. Alisson (9 anos), Ederson, Douglas Santos e Marquinhos (com 8) também podem entrar na fila, mas os demais eram todos bem mais jovens.

O lateral Wesley, o volante Andrey Santos e o atacante Endrick sequer eram nascidos em junho de 2002. João Pedro, Gabriel Martinelli e Raphinha não tinham um ano completo, enquanto Vinicius Jr., grande estrela do time de Ancelotti, só era um pouco mais velho que eles. Outros três prováveis titulares também eram muito garotos: Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães (4 anos) e Matheus Cunha (3).

“Obviamente, não estamos nas mesmas condições que outras seleções por tudo o que foi o ciclo anterior, mas vivemos um momento muito mais equilibrado do que há um ano”, falou Danilo, remanescente das Copas de 2018 e 2022, homem de confiança de Ancelotti e que tentará guiar a nova geração.

“O futebol é uma caixinha de surpresas. Se houver qualidade e conseguirmos criar uma conexão entre todos… estamos falando de oito jogos. A qualidade do jogador brasileiro, aliada à reestruturação e à presença do Mister, pode, sem dúvida nenhuma, nos fazer sonhar em trazer o hexa para o Brasil”.

Veja quantos anos tinha a provável Seleção Brasileira da Copa de 2026 no dia do penta:

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