Após apresentar piora no quadro clínico, o cachorro da raça Lhasa apso, Tedy, que sofreu queimaduras durante um atendimento em um pet shop de Cuiabá, na quarta-feira (13), precisou ser transferido às pressas para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) veterinária, nesse domingo (17).
Segundo o médico veterinário responsável pelo acompanhamento do cachorro em uma clínica da capital, a decisão foi tomada depois que o estado de saúde de Tedy se agravou nos últimos dias e a unidade já não possuía estrutura suficiente para atender a gravidade do caso.
“Na sexta-feira (15), o Tedy começou a apresentar áreas de inchaço próximas às queimaduras. No dia seguinte, o quadro começou a ficar mais crítico. Os edemas aumentaram e foram para a região do pescoço. No domingo, ele apresentou pouca resposta ao tratamento, precisando até de sedativos para conseguir alguma estabilidade”, explicou o veterinário.
Ainda conforme o profissional, o cachorro passou a permanecer deitado o tempo todo e apresentou aumento significativo dos inchaços, o que também provocou ganho de peso causado pelo acúmulo de líquidos no organismo.
Diante da piora, a tutora Maria Lucilene Silva Barros transferiu Tedy para o Hospital Veterinário São Francisco, onde ele segue internado em estado grave. O boletim médico mais recente aponta que o animal precisa de analgesia contínua para controle da dor e monitoramento intensivo para avaliar a resposta do organismo aos medicamentos.
Com os custos do tratamento aumentando, a tutora agora pede ajuda para manter a internação e os cuidados intensivos do cachorro. As doações podem ser feitas via Pix pela chave: (65) 9 9904-6420.
Entenda o caso
Maria denunciou a Luxus Pet Shop, localizada na região dos bairros Parque Ohara e Jardim das Palmeiras, em Cuiabá, após Tedy, de 6 anos, voltar para casa com queimaduras de segundo grau espalhadas pelo corpo.
Segundo a tutora, a responsável pelo estabelecimento buscou o cachorro na casa da família por volta das 8h30 da manhã. Somente às 17h, horas depois do procedimento, ela entrou em contato informando que “houve um problema” durante o banho e tosa.
Na mensagem enviada à família, a responsável alegou que o cachorro teria sofrido queimaduras após um suposto defeito na máquina de secar. Ainda segundo Maria, o animal teria sido medicado no próprio estabelecimento sem autorização prévia.
“Ela entregou ele enrolado em uma manta, disse para dar muita água porque ele estava desidratado e deixou uma pomada e dipirona em gotas. Depois descobrimos que o acidente teria ocorrido ainda pela manhã”, relatou a tutora.
De acordo com avaliação veterinária, as queimaduras provocaram desidratação severa e intensa inflamação no corpo do animal. Desde então, Tedy passou a ter dificuldades para andar e também perdeu o interesse em se alimentar.
Além do boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o caso também foi encaminhado ao Procon. Segundo o órgão, o estabelecimento possui outras quatro reclamações anteriores e não teria registro regular de funcionamento.
O Primeira Página entrou em contato com o pet shop, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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