As autoridades das Maldives confirmaram nesta terça-feira (19) a retirada de mais dois corpos de mergulhadores italianos mortos durante uma expedição subaquática em cavernas marinhas da região. Com isso, sobe para cinco o número de vítimas fatais no acidente, enquanto outras duas pessoas ainda aguardam remoção do local onde foram encontradas.
De acordo com o porta-voz do governo malinês, Mohammed Hussain Sharif, os corpos estavam concentrados em uma área profunda da caverna submarina, o que tem dificultado o trabalho das equipes de resgate.
“Como sabem, quando os encontraram, os corpos estavam todos juntos e localizados no terceiro setor da caverna. O plano é trabalhar com mergulhadores finlandeses, a Guarda Costeira e a polícia para trazê-los à superfície”, declarou Sharif à agência italiana Ansa.
A operação mobiliza mergulhadores especializados, além da Guarda Costeira e forças policiais locais. Segundo especialistas envolvidos, as condições extremas do ambiente têm tornado o resgate altamente arriscado.
A vice-presidente da fundação privada Dan Europe, Laura Marroni, explicou que a estrutura da caverna aumenta a dificuldade da missão. “Dentro da caverna, a profundidade aumenta ainda mais e, quando se lida com espaços obstruídos, escuridão e a possibilidade de baixa visibilidade, as operações tornam-se claramente complexas.”
Entre os mortos estão pesquisadores e instrutores de mergulho ligados à área de biologia marinha. As vítimas identificadas são:
Monica Montefalcone, de 51 anos, professora associada de ecologia marinha;
Giorgia Sommacal, de 22 anos;
Muriel Oddenino, de 31 anos;
Federico Gualtieri, de 31 anos;
e Gianluca Benedett.
Conforme informações divulgadas pelo jornal local Mihaaru, os mergulhadores teriam ultrapassado a profundidade máxima permitida para a atividade. As circunstâncias do acidente seguem sob investigação das autoridades das Maldivas.