No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialistas reforçaram o alerta para os casos de dores de cabeça recorrentes, condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da população mundial sofre com cefaleia regularmente.
Embora a dor de cabeça esteja frequentemente relacionada a fatores como estresse, desidratação e noites mal dormidas, médicos destacam que o sintoma também pode estar associado a doenças mais graves, incluindo enxaqueca crônica, sinusite e aneurisma.
A OMS classifica os transtornos de dor de cabeça entre as condições neurológicas mais comuns do planeta. A entidade estima que aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas convivam com episódios frequentes de cefaleia. Quando as crises se tornam constantes ou prolongadas, especialistas recomendam atenção redobrada.
A enxaqueca, por exemplo, é considerada a segunda maior causa de incapacidade no mundo. O problema afeta cerca de 15% da população global, atingindo principalmente mulheres devido a fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com enxaqueca crônica.
O neurocirurgião Orlando Maia explica que dores de cabeça persistentes podem indicar enxaqueca crônica, quadro caracterizado por crises em 15 dias ou mais ao mês, geralmente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som.
“A dor de cabeça é um sintoma comum no dia a dia, mas quando deixa de ser episódica e passa a ser constante, precisa ser investigada”, afirmou o especialista.
Segundo ele, apesar de a maioria das cefaleias ter origem benigna, existem situações que exigem investigação médica. O especialista alerta que dores persistentes podem estar relacionadas a condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais.
Entre os principais sinais de alerta estão: dores diárias, mudanças no padrão habitual da dor, início súbito e intenso, alterações na fala, visão ou força muscular, além de episódios acompanhados de confusão mental, desequilíbrio ou perda de consciência.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) também destaca que hábitos como má alimentação, jejum prolongado, excesso de gordura, consumo de álcool e estresse podem contribuir para o surgimento das dores de cabeça.
De acordo com a entidade, fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, ansiedade, depressão e alterações orofaciais também podem agravar crises de enxaqueca. Por isso, o tratamento costuma envolver diferentes profissionais, incluindo neurologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e dentistas.
A SBC aponta ainda a automedicação como um dos principais erros no tratamento da cefaleia. O uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios sem acompanhamento médico pode aumentar tanto a frequência quanto a intensidade das dores.
Segundo a entidade, cerca de 90% das pessoas com cefaleia relatam prejuízos em atividades profissionais, estudos, lazer e vida pessoal.
A campanha Maio Bordô, promovida pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento adequado. Neste ano, a campanha “3 é Demais” reforça a orientação para que pessoas com três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, durante três meses consecutivos, procurem avaliação médica especializada.
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