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19 de maio de 2026 15:13

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Mato Grosso proíbe repasses voluntários para municípios a partir de julho devido ao calendário eleitoral

Os gestores públicos municipais de Mato Grosso devem ficar atentos ao cronograma fiscal e administrativo deste ano. As transferências voluntárias do Estado para os municípios ficarão suspensas a partir do dia 4 de julho de 2026, de acordo com a cartilha de orientação técnica editada em conjunto pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

A restrição se estenderá até 4 de outubro, data em que será realizado o primeiro turno das eleições, podendo ser prorrogada até 25 de outubro caso haja necessidade de segundo turno em municípios polo. A medida cumpre rigorosamente as exigências da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e visa coibir o uso da máquina pública e a destinação de verbas estaduais para finalidades que possam desequilibrar a disputa eleitoral.

O que fica barrado pela legislação a partir de julho

O bloqueio temporário atinge convênios, acordos de cooperação técnica com repasse de capital, auxílios financeiros e emendas parlamentares que não configurem obrigação constitucional.

Segundo as orientações oficiais dos órgãos de controle, fica vedada a liberação de recursos para:

  • Novas obras: Projetos cujos canteiros ou repasses financeiros sejam iniciados dentro do período de restrição;
  • Festividades: Repasses estaduais destinados a custear eventos, shows e festas comunitárias municipais;
  • Parcerias de liberação imediata: Assinatura de novos convênios que prevejam o depósito imediato de valores nas contas das prefeituras;
  • Apoio discricionário: Qualquer transferência financeira que não possua vinculação com uma obrigação legal preexistente.

A aplicação dessa norma ocorre de forma unificada em todo o território nacional, assegurando a paridade de armas entre os candidatos aos cargos eletivos e impedindo vantagens políticas decorrentes do uso do orçamento público.

Repasses constitucionais obrigatórios continuam mantidos

Por outro lado, o atendimento das demandas essenciais da população não será totalmente paralisado. A CGE e a PGE esclarecem que os repasses obrigatórios fixados por lei seguem o fluxo normal de distribuição automatizada. Entram nessa lista as cotas-partes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os valores proporcionais do IPVA, os repasses vinculados à saúde e educação, além do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Da mesma forma, as obras de infraestrutura, reformas e serviços que já estavam em pleno andamento antes do prazo limite de 4 de julho de 2026 poderão continuar recebendo medições e pagamentos, desde que o cronograma físico-financeiro já tenha sido formalmente iniciado e registrado de maneira prévia.

Assinaturas sem caixa e exceções para calamidades

Um detalhe técnico importante trazido pela cartilha é que novos convênios e instrumentos de parceria podem ser assinados e publicados no Diário Oficial durante o período de defeso. No entanto, o ato jurídico fica condicionado ao congelamento dos cofres: o dinheiro em si só poderá sair do caixa do Estado rumo às prefeituras após a conclusão do processo de votação.

A única exceção prevista na legislação eleitoral refere-se a situações extremas de emergência ou decretos de calamidade pública homologados pelo Executivo. Nesses cenários específicos, o governo estadual está autorizado a realizar transferências extraordinárias para socorrer os municípios, sob a condição de que cada centavo seja rigorosamente canalizado para o combate direto da crise de saúde, climática ou de segurança.

O descumprimento das normas sujeita os agentes públicos a severas punições, que incluem aplicação de multas pesadas, perda do registro de candidatura, cassação do diploma e enquadramento na Lei da Ficha Limpa, gerando inelegibilidade.

Calendário e Regras de RepasseImpacto Prático nos Municípios (2026)
Início do Bloqueio04 de julho de 2026 (três meses antes do pleito)
Término Previsto04 de outubro (1º turno) ou 25 de outubro (2º turno)
O que Continua FluindoICMS, IPVA, convênios antigos já iniciados e verbas de saúde
Punição MáximaCassação de mandato e inelegibilidade (Ficha Limpa)

A interrupção do envio de recursos estaduais voluntários no meio do ano costuma desacelerar o ritmo de obras asfálticas, construções de praças e a realização de festas tradicionais no interior, gerando reclamações de prefeitos que dependem diretamente do suporte do Palácio Paiaguás. Você considera que esse congelamento rígido de três meses é essencial para garantir a transparência e evitar que governantes comprem o apoio de prefeituras na véspera das eleições, ou a lei acaba punindo os moradores das cidades pequenas, que veem serviços públicos e obras travados justamente no período de estiagem, ideal para construções? Deixe sua opinião nos comentários.

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