Após ameaçar invasão, presidente disse que envio de ajuda norte-americana não depende necessariamente de mudança de regime da ilha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 3ª feira (19.mai.2026) que consideraria um acordo diplomático com Cuba. Em entrevista a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que pode oferecer ajuda à ilha.
Segundo Trump, Cuba está buscando contato com os Estados Unidos em busca de assistência. Apesar de defender a mudança de regime no país caribenho, o presidente disse que isso não é um requisito para o apoio norte-americano.
“Você pode fazer isso sem mudar o regime. Eu não sei sobre mudar o regime. Eu posso fazer isso [enviar ajuda] independentemente de mudar o regime ou não. Tem sido um regime difícil. Eles mataram muita gente, mas é um país que realmente precisa de ajuda. Não tem nada. Eles não conseguem acender as luzes. Não conseguem comer. Não queremos ver isso”, declarou o presidente.
Segundo o republicano, a situação não será “difícil de ser resolvida”. O norte-americano afirma que tem “muita vontade” de ajudar cubanos-americanos, principalmente por causa do grande peso no seu eleitorado entre a comunidade que vive na Flórida.
“Eu tenho muita, muita vontade de ajudá-los. Quer dizer, acho que consegui 97% dos votos [da comunidade]. Quero ajudá-los agora. Eles têm familiares em Cuba. Foram tratados muito, muito mal. Foram tratados extremamente mal”, disse Trump.
O país é atualmente governado por Miguel Díaz-Canel, integrante do Partido Comunista de Cuba. Ele, por sua vez, diz que Trump investe em uma “retórica de ódio anticubana” para justificar a escalada de uma “guerra econômica total”.
TRUMP X CUBA
Em 13 de abril, ao falar sobre a possibilidade de um cessar-fogo com o Irã, Trump ameaçou invadir Cuba após o fim do conflito no Oriente Médio. O presidente voltou a ameaçar o país caribenho em 1º de maio, além de ter ampliado as sanções contra Havana.
Em 2 de maio, Díaz-Canel afirmou que o país não se renderá às ameaças dos Estados Unidos. O mandatário declarou que os EUA elevam as ameaças de agressão militar a uma “escala perigosa e sem precedentes”.
No início de 2026, os Estados Unidos já haviam imposto sanções adicionais à ilha. O país suspendeu as exportações de petróleo venezuelano para Cuba após a captura do presidente venezuelano, Nicolas Maduro. Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba. Isso levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.