Governo chinês divulgou lista de compromissos entre os 2 países para reforçar o comércio no setor agropecuário
A China vai facilitar a entrada de carne bovina dos Estados Unidos. O país renovará as licenças de exportação de 5 anos para centenas de frigoríficos norte-americanos com registro atrasado e habilitará novas instalações. Esse é um dos compromissos assumidos pelo governo chinês nas negociações realizadas ao longo da visita do presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), a Pequim na semana passada.
O país asiático também se comprometeu a retomar importações de produtos avícolas –ovos, carne de frango, perus– dos EUA. Em contrapartida, Washington deve rever restrições à entrada de produtos chineses nos EUA.
Leia abaixo os compromissos assumidos por cada lado:
EUA
- reduzir barreiras não tarifárias contra produtos agrícolas chineses;
- suspensão das medidas de retenção impostas a produtos lácteos e alimentos que contenham laticínios chineses;
- aceitar exportações chinesas de plantas em vasos;
- facilitar o acesso ao mercado de plantas em vasos;
- pressionar pela suspensão das medidas de detenção automática de 3 produtos aquáticos chineses;
- designar a província de Shandong como zona livre de influenza aviária altamente patogênica;
- agilizar a análise dos pedidos de empresas chinesas para remoção da lista vermelha de alerta de importação.
CHINA
- restabelecer o registro de exportadores de carne bovina qualificados dos EUA;
- suspender as restrições por surtos de influenza aviária altamente patogênica em alguns Estados norte-americanos;
- retomar importações de produtos avícolas dos EUA;
- agilizar a análise de documentos de retificação de empresas norte-americanas de carne bovina cujas exportações para a China foram suspensas por causa de problemas com resíduo de medicamentos.
A negociação beneficia os frigoríficos norte-americanos e sinaliza para a retomada de importações de carne bovina dos EUA para o mercado chinês. O país é um dos principais exportadores de carne para a China, mas viu suas vendas derreterem mais de 60% no último ano.
Apesar dos acenos, as empresas norte-americanas não estão livres das cotas de importação que a China impôs a seus parceiros comerciais em dezembro do ano passado –a mesma que pressiona os produtores brasileiros, mas é ainda mais rígida para os norte-americanos.
Enquanto a cota brasileira isenta da taxação de 55% é de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina, o limite norte-americano é de 164 mil toneladas.