Novo estudo divulgado nesta quarta-feira (20) analisou o panorama da qualidade de vida nas cidades brasileiras. Em Mato Grosso do Sul, os resultados chamam a atenção pelos extremos: enquanto alguns municípios do estado conquistaram posições de destaque positivo no ranking nacional, outros figuram nas piores colocações.
O estudo é dividido em três áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Para chegar à nota final de cada cidade, são avaliados indicadores como moradia, segurança, saúde, meio ambiente, saneamento básico e acesso à água.
Com mais de 7.500 habitantes, Japorã está localizada na região sul de MS, e 57% da população é indígena. O município está entre as oito cidades com pior qualidade de vida do país, segundo o índice de progresso social (IPS), que analisou todos os municípios do Brasil.
Japorã recebeu 46,23 pontos em uma escala que vai até 100. Segundo o relatório, os municípios que os com menores notas enfrentam dificuldades, principalmente nas áreas de bem-estar, além de limitações no acesso a serviços públicos e direitos básicos.
No entanto, o prefeito de Japorã discorda da avaliação. Para o gestor, apesar dos desafios financeiros, o município avançou em áreas importantes como educação e saneamento básico.
“Na verdade, a gente recebe com uma certa indignação, porque principalmente quando você vai pelos indicadores que coloca Japorã nessa essa posição. Nossa arrecadação é muito pouco, a gente não tem arrecadação própria”.
Vitor Malaquias (PSDB), prefeito de Japorã
Coronel Sapucaia e Tacuru também aparecem entre os menores ranqueados no levantamento. Apesar dos desafios enfrentados por cidades do interior, Mato Grosso do Sul ocupa a sétima posição entre os melhores estados do país.
Já em relação às cidades mais bem avaliadas do estado, Campo Grande aparece em primeiro lugar, seguida de Glória de Dourados, Dourados, Três Lagoas e Bataguaçu.
Mesmo com a boa colocação nacional de Campo Grande, para quem vive na cidade a avaliação positiva não esconde problemas que ainda fazem parte da rotina, como na saúde.
“Os postos de saúde, UPA, as farmácia, porque eu, graças a Deus, não tenho com que comprar, mas tem muitos que não tem. Pessoa salariada que paga aluguel não tem como comprar remédio, tem que pôr mais mérito e muito remédio. É isso que tem que fazer. É porque nós todo pagamos imposto, né?”.
Raimundo Sobrinho, aposentado
