19/04/2026

19 de abril de 2026 01:13

CFM repudia vereadores que usam saúde pública como ‘trampolim político’

A tática de alguns vereadores de invadir hospitais, ofender profissionais de saúde e expor pacientes em vídeos nas redes sociais tem gerado situações vexatórias em várias partes do Brasil. Essas ações, muitas vezes motivadas pela busca de engajamento nas redes sociais, têm inflamado tensões na saúde pública e gerado reações da classe médica, que se vê insegura diante das ações divulgadas nas plataformas digitais.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais têm acompanhado e buscado recursos judiciais para defender os profissionais que passaram por essas agressões. O presidente do CFM, José Iran da Silva Gallo, fez um apelo aos vereadores para que usem sua capacidade política para cobrar os gestores melhorias para a saúde pública.

José Iran classificou as atitudes dos vereadores como “reprováveis e lamentáveis” e destacou que a classe médica não é trampolim político. “Seria importante se esses vereadores usassem a capacidade de político para cobrar dos gestores. Tem que verificar as condições de trabalho, se tem profissionais suficientes para atender aquela gama de profissionais, se tem laboratório, se tem condições mínimas necessárias para qualquer profissão de saúde exercer sua profissão. Esse é o papel de um bom parlamentar”, finalizou.

De acordo com José Iran, as ações midiáticas de políticos em hospitais expõem a falta de projetos dos mesmos para, de fato, resolver os problemas do sistema público de saúde. “Em vez de buscar soluções para os problemas da saúde pública, os vereadores que agem dessa forma buscam engajamento nas redes sociais colocando em risco todos os profissionais de saúde”, pontua ele.

O CFM tem se posicionado contra as invasões de hospitais por vereadores e buscado recursos judiciais para defender os profissionais de saúde. De acordo com José Iran, a entidade está atenta a essas situações e oferecendo apoio jurídico e psicológico aos médicos que estão sendo ofendidos e até agredidos.

Reprodução

VEREADORES MT, MG E RJ

 

 

 

 Três episódios ocorridos em Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro mostram que a tática dos parlamentares é semelhante e todas com consequências.

MATO GROSSO

O vereador Kleberton Feitosa (SPB) invadiu áreas restritas do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG), constrangeu e difamou uma médica que atendia no local.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) protocolou pedido para abertura de um processo solicitando a cassação do mandato do parlamentar.

MINAS GERAIS

Na cidade de Felício dos Santos, o vereador Wladimir Canuto (Avante), no mês de fevereiro deste ano, invadiu uma sala de emergência sem autorização. Durante o incidente, um paciente com arritmia estava sendo atendido e morreu. Profissionais da unidade básica de saúde acusam o vereador de agressões verbais e físicas. A prefeitura emitiu uma nota de repúdio confirmando a morte e prometendo ações administrativas e judiciais.

RIO DE JANEIRO 

O ex-vereador Gabriel Monteiro foi condenado por abuso de poder ao invadir um hospital e fazer vídeos durante a pandemia. Na época, ele forçou a entrada do CTI da Coordenação de Emergência Regional do Leblon numa área restrita para os pacientes infectados pela Covid-19. Ele argumentou que fazia uma vistoria. 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Atacante do Operário-PR acusa torcedor do Vila Nova de racismo durante confusão generalizada

O atacante do Operário, Hildeberto Pereira, revelou ter sofrido racismo de um torcedor do Vila…

BBB26: Quarto Sonho de Voar é fechado na casa: “Só os Eternos que sobraram”

O Quarto Sonho de Voar foi oficialmente fechado na tarde deste sábado (18) no BBB…

Justiça dá 60 dias para Estado corrigir falhas na saúde de presídios de MT

A Justiça de Mato Grosso determinou que o Estado adote uma série de medidas urgentes…