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21 de abril de 2026 10:02

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Abertura de mercado para o Japão pode compensar queda do suíno, avalia setor | RDNEWS

Com trativas para a abertura de mercados internacionais, produtores de suínos mato-grossenses esperam que o aumento nas exportações compense a queda no preço da carne. De acordo com a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), a possibilidade da inclusão do Japão na carta de destinos para exportação favorece a produção e a indústria local. 

Nessa semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da visita presidencial ao Japão, com o objetivo de encaminhar acordos de exportação de proteínas brasileiras ao país. A agenda, que foi encerrada nessa quinta-feira (27), contou com reuniões com empresários brasileiros para adequação das normativas japonesas.

Reprodução

A carne suína registrou queda de 15% em mês, chegando a R$ 7,45 o quilo. Diante da desvalorização, a esperança de aumento nas exportações faz a balança de oferta e demanda ficar mais equilibrada. 

“A abertura de mercado para o Japão ainda tem muitas tratativas, tem muito para acontecer, mas é um mercado importantíssimo para qualquer país do mundo. O consumo de suíno deles é muito alto e, com isso, a compra deles também. Caso isso aconteça, vai ser muito bom, tanto para a indústria quanto para o suinocultor”, detalhou o presidente da Acrismat, Frederico Tanure. 

Uma das exigências sanitárias do Japão é o Certificado de Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, emitido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Fávaro confirmou que o Brasil está prestes a receber o “selo” em maio. 

Com o reconhecimento do país como livre de febre aftosa em breve, mais países com as mesmas exigências podem olhar para o Brasil como um fornecedor de proteínas. Atualmente, os principais destinos para os suínos são Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. 

“Os produtores enxergam a possibilidade de abertura de mercado como algo importantíssimo. Isso deixa o mercado mais aquecido e pulveriza os destinos de exportações do Brasil. Assim, nós não ficamos dependendo mais de um ou dois países, reduzindo o risco econômico caso um desses pare de comprar do nosso país. Os recordes seguidos de exportações fazem com que tenha escassez de suíno no mercado e, assim, o preço suba”, completou.

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