Os buracos voltaram a tirar o sossego de quem trafega por ruas e avenidas de Campo Grande. Revoltados, moradores decidiram protestar de uma forma diferente: colocando placas com frases direcionadas à prefeita da capital, Adriane Lopes (PP).
Na Rua Portuguesa, próxima à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), um dos buracos contém a seguinte placa: “Cuidado: prefeita não está trabalhando”. Veja o vídeo:
A mesma mensagem aparece em um grande buraco entre as ruas Dolor de Andrade e Arthur Jorge, no bairro São Francisco.
Já no bairro Parati, a placa está bem no cruzamento entre as avenidas Gabriel Spipe Calarge e João Hernandes. A mensagem ali é outra: “Movimentando a economia de mecânicos e borracheiros”.
Durante entrevista concedida à TV Morena sobre os 100 dias de gestão, Adriane Lopes (PP) foi questionada sobre o serviço de tapa-buracos, considerado lento pelos moradores.
Segundo a prefeita, os dias chuvosos atrapalharam os trabalhos das equipes, além de comprometerem a estrutura do asfalto.
“A infraestrutura é muito antiga, o asfalto é muito antigo. A cada chuva, abrem-se buracos. Mas nós temos um plano de recuperação para a cidade com responsabilidade. Não podemos tapar buracos em períodos de chuva, pois a enxurrada pode levar o dinheiro do morador da nossa cidade, do município. Temos que ter responsabilidade com o recurso público (…) Existe um plano de recuperação, que já foi iniciado (…) A chuva voltou e, quando chove, não é possível avançar com essas obras.”
Adriane Lopes (PP)
Questionada sobre o prazo para que boa parte dos buracos seja fechada em Campo Grande, Adriane Lopes respondeu apenas que isso ocorrerá em um “curto espaço de tempo”.
O secretário da Sipep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Marcelo Miglioli, deu 30 dias. “Com 30 dias, nós vamos ‘distancionar’ o problema que tivemos. Nós já vamos ter tampado os maiores buracos, as principais ruas e avenidas, e nós vamos continuar. Nossa meta é fazer 60 dias de trabalho intenso com recurso financeiro do município e depois voltarmos ao ritmo normal do tapa-buraco”.
