Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá descobiram uma nova utilidade para o óleo de pequi: a cicatrização e regeneração dos tecidos do pele.
Os estudos foram desenvolvidos dentro do Laboratório de Histofisiologia e Reprodução Animal do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da UFMT, campus Araguaia, e avaliaram os efeitos do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) na pele.
Os frutos usados no experimento foram coletados e doados por uma fazenda do município de Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá.

De acordo com os pesquisadores, entre as propriedades do pequi estão:
- efeitos anti-inflamatórios;
- antioxidantes;
- antimicrobiano;
- cicatrizantes.
Além de contribuir em tratamentos fitoterápicos — que utilizam plantas medicinais para tratar ou prevenir doenças — e desenvolvimento de novos produtos terapêuticos, essa descoberta, deve impactar também, para agregar valor a cadeia de produção desse fruto do Cerrado brasileiro.
O professor que coordena o projeto, Sérgio Marcelino explicou os benefícios do óleo.
“Lesões [na pele] podem afetar as funções fisiológicas da pele e demandam respostas rápidas, por isso a pesquisa buscou verificar se o óleo de pequi contribui para a reduzir a inflamação excessiva e a regeneração do tecido danificado”.
O estudo utilizou a formação de quatro grupos experimentais, com cinco animais cada. Cada grupo foi analisado em três momentos distintos, no 3º, 7º e 14º dia após a indução da lesão.
O projeto foi coordenado pelo professor Sérgio Marcelino de Oliveira e pela professora Kallyne Kioko Oliveira Mimura, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat).
