Para quem esperava uma conta de energia mais barata a partir deste mês de julho pode tirar o cavalinho da chuva. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária vermelha para o mês de julho.
A medida é reflexo do baixo volume de chuvas e, consequentemente, a redução da geração de energia elétrica por hidrelétricas. Conforme a Aneel, esse quadro tende a elevar os custos de produção, por conta da necessidade de acionamento de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas.
A bandeira vermelha, no patamar 1, significa que as contas de energia elétrica terão cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 KW/h.
Desde maio, quando a bandeira amarela foi acionada, os consumidores enfrentam cobranças adicionais na conta de luz.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para indicar aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete a variação da produção da eletricidade, considerando fatores como:
- A disponibilidade de recursos hídricos;
- O avanço das fontes renováveis; e
- O acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.
O sistema é composto por quatro patamares representados por cores:
- verde
- amarela
- vermelha 1
- vermelha 2
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Já no caso das bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Com isso, o consumidor pode adaptar seu consumo para reduzir o valor da conta de energia quando, por exemplo, a bandeira tarifária estiver vermelha.
