A suspeita chegou ao Planalto. Auxiliares de Lula avisaram ao presidente que Silveira estaria com “cheiro de problema”. Segundo apurou a coluna, em uma dessas tentativas de fritura de Silveira, após a crise do IOF, Lula se irritou.
Disse estar cansado de escutar acusações “sem provas” e defendeu o ministro, mas disse também que o demitiria se algo concreto aparecer. No Planalto, o assunto foi dado como encerrado por ora. No Congresso, não.
Alcolumbre, segundo aliados, já “externou diversas vezes nos últimos meses” que é ruim para o governo manter um ministro de Minas e Energia que não se relaciona com o Congresso. E já sugeriu que uma troca no posto poderia ajudar no andamento de pautas de interesse do governo em uma área tão importante como Minas e Energia. “Se ele fizer o gesto de tirar [o Silveira], com certeza isso agradaria muito [o Alcolumbre]”, afirmou uma fonte.
Lula falou que vai chamar Alcolumbre e Motta para conversarem na semana que vem, depois da Cúpula do Brics, no Rio.
Alcolumbre, que desde a deflagração da crise não falou nem com Lula e nem com ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avisou que “obviamente atenderá ao convite do presidente”.
E repete que seu legado da gestão passada era ser “um pacificador”. “Ele quer pacificar essa crise”, afirmou um aliado do presidente do Senado.
