“Futebol não é só bola no pé; é cabeça erguida quando tentam te derrubar”, disse ele na época, decidido a deixar a resposta para o campo.
E deixou. No Super Mundial de Clubes, partiu de trás, apareceu como elemento surpresa e empurrou para dentro. Gol de quem não se esconde. Gol de quem transforma fofoca em fato, crítica em canto. Gol digno do nome que carrega.
Dinheiro não faz gol, mas facilita a vida de quem quer continuar marcando. Os R$ 115 milhões de agora, somados aos bônus de fases anteriores, levam o Flu a um recorde de premiação jamais imaginado nas Laranjeiras. Valor superior ao que se ganha juntando Brasileiro e Copa do Brasil. Dá para reforçar elenco, quitar pendências, investir em Xerém e, quem sabe, amarrar Cano até 2030.
Semifinal pela frente. O rival ainda é suspense, mas pode ter rival brasileiro se o Palmeiras superar o chance. O Fluminense provou que sabe sofrer, sabe contra-atacar e, sobretudo, sabe decidir. Com Cano artilheiro, Fábio paredão, e agora Hércules, o improvável, escrevendo capítulos dourados, o torcedor pode fechar os olhos e sentir aquele frio bom de quem aposta alto.
Porque se o mito grego venceu doze trabalhos, o Flu já cumpriu metade dos seus, e ainda tem crédito (e caixa) para fazer história.
