23/04/2026

23 de abril de 2026 06:33

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Governo dos EUA revoga visto de Moraes e ‘aliados’

Os bolsonaristas radicados nos EUA vinham pedindo sanções a Moraes e a outros integrantes da Corte há mais de seis meses. O desejo deles era que Moraes fosse alvo de sanções financeiras da Lei Global Magnitsky, portanto, a medida anunciada agora é menos grave do que a desejada. Ainda assim, trata-se de uma punição coletiva a oito dos 11 integrantes da mais alta corte judiciária do país, além do titular da Procuradoria-Geral da República. Em comemoração à nova ação do governo Trump, Eduardo postou: “Aos que ainda não entenderam: não haverá recuo”.

A medida do Departamento de Estado impede a entrada em território americano e a concessão de vistos às autoridades alvos. Divulgada pelas redes sociais primeiro, as medidas foram anunciadas com texto incompleto na página oficial do órgão diplomático americano e o erro seguia mesmo mais de uma hora após a publicação.

Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram, reservadamente, que ele não deve responder diretamente ao anúncio de Rubio, mas que o Planalto vê mais um ataque à soberania do país na nova medida e que seria justificável, por exemplo, chamar a embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, para consultas, em uma expressão de insatisfação clara.

O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Gabriel Escobar, deve mais uma vez ser convocado a dar explicações e ouvir reprimendas no Itamaraty. O mesmo aconteceu duas vezes nos últimos dias, tanto por causa da carta de tarifas de Trump quanto por uma nota do Departamento de Estado que classificava o processo contra Bolsonaro como “perseguição” e “vergonha internacional”.

O Itamaraty, porém, ainda não definiu todas as medidas que adotará. Mas há 50 dias, quando Rubio anunciou a orientação de restrição de vistos contra autoridades estrangeiras que fossem consideradas responsáveis por uma suposta censura contra cidadãos ou empresas americanas, mas sem definir alvos claros, o órgão de diplomacia brasileira se posicionou dizendo que a concessão de vistos era uma prerrogativa de cada país.

Consultada, a assessoria de imprensa do STF afirmou na noite desta sexta que, por enquanto, o órgão não vai se manifestar sobre o assunto. Já a PGR não respondeu à coluna.

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